Proposta do PL sobre escala 4×3 gera polêmica e divisão entre partidos do centrão

Proposta do PL sobre escala trabalhista 4×3 gera intensa polêmica no centrão. Descubra os desdobramentos e reações no plenário da Câmara!

(Imagem de reprodução da internet).

Proposta do PL sobre escala trabalhista gera polêmica entre partidos do centrão

Integrantes de partidos do centrão consideram “irresponsável” a proposta do PL (Partido Liberal) que sugere uma escala trabalhista de 4×3, em vez da tradicional 5×2, que deve ser debatida no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27).

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Lideranças dos partidos centristas, que têm influência nas votações, afirmam que não apoiarão a iniciativa da oposição.

Para os governistas e membros do centrão, a proposta do PL é vista como uma tentativa de pressionar o governo ao sugerir uma escala mais benéfica para os trabalhadores, desconsiderando o que foi acordado com outras siglas, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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O líder do PL na Câmara, do Rio de Janeiro, anunciou que apresentará uma proposta para implementar a escala 4×3, que consiste em quatro dias de trabalho seguidos de três de descanso.

Críticas e posicionamentos sobre a proposta

A proposta original que está sendo discutida, elaborada pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), também sugeria a escala 4×3. Contudo, a própria deputada criticou a iniciativa do PL, considerando-a uma tentativa de atrasar a votação e defendendo a escala 5×2 como um avanço viável.

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Antes de mudarem de posição, parlamentares do PL pediam um período de transição mais longo para as mudanças e alguns defendiam a manutenção da escala 6×1, com outras opções de negociação.

Essa mudança de estratégia em favor da escala 4×3 é vista tanto por governistas quanto por integrantes do centrão como uma resposta do PL à pressão eleitoral enfrentada pela direita, especialmente em um tema que se tornou uma das principais bandeiras do governo para as eleições de outubro.

O PL já havia adotado uma estratégia semelhante durante a votação da isenção parcial do Imposto de Renda proposta pelo governo no Congresso, que visava isentar quem recebia até R$ 5 mil por mês, mas a sugestão de ampliar a isenção foi rejeitada pela maioria.