Projeto Araxá em Minas Gerais pode ter mais terras raras e nióbio do que se imaginava!

O Projeto Araxá, em Minas Gerais, surpreende com novas descobertas de terras raras e nióbio, elevando expectativas e atraindo investidores. Confira!

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(Imagem de reprodução da internet).

Projeto Araxá pode ter mais terras raras e nióbio do que o previsto

O Projeto Araxá, situado em Minas Gerais, pode conter um volume maior de terras raras e nióbio do que se estimava anteriormente. Essa nova avaliação surge após a divulgação de resultados de sondagens pela mineradora australiana St George Mining, que apontam para mineralização de alto teor em áreas fora da estimativa oficial de recursos do projeto.

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O comunicado foi feito em um fato relevante ao mercado nesta segunda-feira (19).

Após a divulgação, as ações da St George Mining tiveram um aumento de cerca de 5%, refletindo a reação positiva dos investidores em relação aos novos dados geológicos. A empresa informou que as perfurações revelaram intervalos espessos de terras raras e nióbio com teores elevados, inclusive desde a superfície, em regiões que não estão incluídas na atual estimativa de recursos minerais.

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Resultados das sondagens

Em uma das perfurações, a St George atingiu 100,6 metros de rocha mineralizada com teor médio de 4,82% de óxidos de terras raras e 0,64% de nióbio, já a partir da superfície. Foram encontrados trechos ainda mais ricos, como 25,5 metros com 6,55% de TREO e segmentos que superam 9%.

Teores mais altos indicam uma maior quantidade de mineral valioso por tonelada de rocha, o que torna o projeto mais eficiente e atrativo para financiamento.

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Projetos que apresentam teores entre 3% e 5% de óxidos de terras raras costumam ter maior viabilidade econômica, aumentando as chances de avançar para a fase de implantação e operação. Atualmente, o Projeto Araxá possui um recurso mineral de 40,6 milhões de toneladas com teor médio de 4,13% de óxidos de terras raras, sendo classificado como um depósito de classe mundial.

Perspectivas futuras

A St George Mining destaca que o projeto é o maior e de maior teor de terras raras em carbonatito na América do Sul, além de ser o segundo no mundo ocidental. A campanha de perfuração continua em ritmo constante, com foco na expansão da área mineralizada e no adensamento das regiões já conhecidas.

A empresa acredita que os novos resultados podem levar a uma atualização da estimativa de recursos prevista para este trimestre. “Ensaios de 32 furos adicionais ainda estão pendentes no laboratório, e a campanha de perfuração foi estendida por tempo indeterminado até 2026, para continuar testando os limites do sistema mineral em expansão”, informa a companhia.

O projeto é monitorado de perto pelo mercado, especialmente devido à crescente demanda global por terras raras, que são essenciais para a transição energética, a indústria de alta tecnologia e o setor de defesa. No ano passado, representantes da mineradora se reuniram com membros do governo dos Estados Unidos para discutir possíveis acordos de fornecimento.

O projeto está previsto para iniciar operações até 2027 e está localizado próximo às instalações da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), a maior produtora mundial de nióbio, responsável por cerca de 80% da oferta global.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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