Programa de crédito libera R$ 50 mil a MEIs com juros de 1,2% ao mês

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada nesta terça-feira (7), indicou que os diretores da instituição avaliam que a taxa básica de juros, a Selic, pode precisar subir ainda mais caso o cenário fiscal se deteriore.
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O documento, que resume as discussões da reunião realizada na semana passada, mostrou que o colegiado vê o momento como de atenção redobrada para a inflação. Na prática, a sinalização abre espaço para um novo aumento na próxima reunião do comitê, marcada para junho.
Copom sinaliza que Selic pode subir se cenário fiscal piorar
A leitura é que a política monetária precisa seguir contracionista para segurar as expectativas de preços no médio prazo.
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O que pesou na decisão
O comunicado destaca que a trajetória da inflação segue pressionada. A equipe econômica monitora de perto a reação dos mercados e o comportamento dos preços administrados, que tiveram reajustes relevantes nos últimos meses. A ata também reforça que o cenário externo segue incerto, com impacto direto na cotação do dólar e nos custos de importação.
Esses fatores entram no cálculo das projeções para o próximo ano.
Próximos passos
A autoridade monetária disse que seguirá acompanhando a evolução dos indicadores. Novas decisões dependerão dos dados que vierem nos próximos meses. O mercado espera pistas sobre os próximos passos da política de juros já na reunião seguinte do comitê.
Governo anuncia programa de crédito para MEIs e pequenas empresas
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (5) um novo programa de crédito voltado para microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. A medida foi apresentada em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença de ministros e representantes de bancos públicos.
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A linha de financiamento terá juros de 1,2% ao mês, com prazo de até 48 meses para pagamento. O valor máximo por beneficiário será de R$ 50 mil. O programa começa a valer em março de 2026.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a estimativa é atender cerca de 1,2 milhão de pequenos negócios no primeiro ano. A meta é reduzir a informalidade e estimular a contratação de funcionários com carteira assinada.
O crédito será liberado por bancos públicos e privados parceiros. A taxa de juros será de 1,5% ao mês, com carência de seis meses para o início do pagamento. O prazo para quitar o financiamento chega a 24 meses.
Para acessar o crédito, o empreendedor precisa estar com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo e ter conta em banco participante do programa. A liberação do dinheiro acontece em até cinco dias úteis após a aprovação do cadastro.
O programa é voltado para microempreendedores individuais (MEIs) e pequenos negócios com faturamento anual de até R$ 360 mil. A estimativa do governo é atender cerca de 2,5 milhões de empresas já no primeiro mês.
O ministro da Fazenda, Carlos Mello, afirmou que a medida busca ampliar o acesso ao crédito e reduzir a dependência de linhas informais. “O objetivo é dar previsibilidade e segurança para quem empreende”, disse. A liberação dos recursos ocorre em etapas. A primeira parcela será paga em 12 de março, e a segunda, em 9 de abril. O pagamento será feito por meio de crédito em conta, com correção pela Selic. Para ter acesso, o empreendedor precisa estar com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ativo e sem pendências na Receita Federal. A adesão é automática para quem cumpre os requisitos, sem necessidade de cadastro prévio. O governo estima que cerca de 1,2 milhão de pequenos neg
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Redação Economia
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