Professores em Porto Alegre acamparam em frente ao Piratini por reajuste salarial!

Professores em Porto Alegre acamparam no Piratini por reajuste salarial! 🚨 Vigília exige 5,4% para magistério e igualdade. Denúncias e pressão sobre parlamentares! #Educação #PortoAlegre

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(Imagem de reprodução da internet).

Profissionais da Educação em Vigília Exigem Reajuste Salarial em Porto Alegre

Na manhã de terça-feira (17), profissionais da educação da rede estadual se reuniram em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, para realizar uma manifestação pública. A mobilização, organizada pelo sindicato, ocorre em um momento crucial, no dia em que a Assembleia Legislativa está prestes a votar o Projeto de Lei 38/2026, que propõe um reajuste de 5,4% para o magistério.

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A categoria busca garantir que esse aumento seja aplicado de forma equitativa para todos os trabalhadores da educação, incluindo professoras, professores, funcionárias e funcionários de escolas, tanto da ativa quanto aposentados, com ou sem paridade.

O sindicato argumenta que, segundo um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), existe viabilidade financeira para implementar essa medida sem exceder os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

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O Projeto de Lei 38/2026, de autoria do governo estadual, prevê um reajuste de 5,4% para o magistério em 2026, com efeitos retroativos a 1º de janeiro. A proposta inclui a atualização do piso salarial para R$ 5.130,63 (carga horária de 40 horas semanais) e estima um impacto financeiro de R$ 424 milhões, abrangendo servidores ativos, inativos com paridade e temporários.

Denúncias e Pressão sobre os Parlamentares

A presidenta do Cpers, Rosane Zan, destacou que o objetivo da vigília é exercer pressão sobre os parlamentares para que ampliem o alcance do reajuste. Zan ressaltou a importância de garantir que o aumento seja aplicado de forma linear para todos os professores aposentados, que possuem irredutibilidade em seus salários, conforme as mudanças implementadas no plano de carreira.

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Ela também denunciou a situação de mais de 4.300 funcionários de escola que não foram reenquadrados nos últimos 12 anos, sem terem recebido nenhum tipo de reajuste.

“Estamos cobrando que essa situação seja corrigida”, afirmou Zan. “Acreditamos que a votação do 5,4% é um primeiro passo, mas precisamos de um compromisso para que todos os trabalhadores da educação sejam valorizados. A sociedade precisa entender a importância da escola pública, que é um investimento fundamental para o futuro do nosso estado.”

Representantes da CNTE e Reiterações da Luta

Serginho Kumpfer, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), criticou a condução das políticas educacionais no Rio Grande do Sul, apontando que a educação pública do estado está sendo relegada. Ele ressaltou que a situação está gerando sofrimento para os trabalhadores da educação, com sobrecarga de trabalho e ataques diretos aos planos de carreira. “Não podemos desistir da luta”, disse Kumpfer. “Essa batalha de 5,4% é um começo, mas precisamos continuar pressionando por mais direitos.”

Daniela Peretti, diretora do Cpers, enfatizou a participação da base e abriu espaço para novas falas, criticando a cobrança previdenciária e a falta de valorização dos servidores. Vera Melego, participante do 29º Núcleo do Cpers, reforçou o chamado à mobilização, pedindo que a luta continue por todos, pelos aposentados, pelos que estão na escola e pelos que estão em sala de aula.

Reunião com o Governo e Expectativas

Na véspera da manifestação, dirigentes do sindicato se reuniram com o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, no Palácio Piratini, para cobrar do governo estadual justiça salarial para as trabalhadoras e os trabalhadores da educação pública gaúcha.

A proposta, baseada em uma portaria do governo federal, é que o índice seja aplicado de forma linear a toda a categoria, incluindo professoras, professores, funcionárias e funcionários de escolas, da ativa e aposentados, com ou sem paridade. O governo informou que o pedido está em análise pela secretária de Planejamento, Governança e Gestão do Estado, Danielle Calazans.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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