Professores de SP em Greve: Reivindicações Salariais e Críticas à Reforma Urgem a Solução

Professores de SP em Paralisação Conjunta por Reivindicações Salariais e Reformas
Uma forte paralisação está programada para terça-feira (28) envolvendo professores das redes estadual e municipal de São Paulo. O movimento, liderado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e pelas entidades da Coeduc, centraliza as demandas em duas áreas principais: a necessidade de uma reposição salarial e críticas à reforma administrativa proposta pelo governo estadual.
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A situação tem gerado grande expectativa entre os profissionais da educação.
Rede Estadual: Deliberações e Possível Prolongamento da Greve
Os professores da rede estadual se reunirão na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para discutir a possibilidade de estender a suspensão das atividades. A categoria busca garantir a aplicação do reajuste do piso nacional sobre o salário base de todos os profissionais, além de questionar o Projeto de Lei 1316/2025, que altera os critérios de progressão funcional e o pagamento de bônus, vinculando-os a avaliações de desempenho.
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A perspectiva é de que a situação continue a ser debatida com urgência.
Rede Municipal: Intensificação da Mobilização e Novas Demandas
Na rede municipal, a mobilização foi intensificada após negociações infrutíferas com o secretário adjunto de Educação e representantes da Secretaria Municipal de Gestão. Os sindicatos reivindicam um aumento de 5,4% (correspondente ao índice do piso nacional), mais 10% de aumento real e a integração de abonos complementares.
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Além disso, a categoria se opõe à transição para o sistema de subsídio, defendendo a manutenção de adicionais por tempo de serviço e evolução funcional. Diante da falta de uma proposta concreta, a greve por tempo indeterminado é uma possibilidade real.
Questões Estruturais e de Organização Escolar
As demandas dos professores municipais vão além das questões salariais, abrangendo também a necessidade de melhorias nas escolas. Há reivindicações por reformas em prédios com problemas de acessibilidade, ventilação inadequada e elevadores inoperantes.
A pauta também inclui a redução do número de alunos por turma e a contratação de Auxiliares de Vida Escolar (AVEs) e Professores de Atendimento Educacional Especializado (Paees).
Outras Demandas e Decisões Judiciais
Outro ponto de conflito é a aplicação da Jornada Especial Integral de Formação (Jeif) para professores readaptados, após uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que considerou nulas as restrições que limitavam essa opção. Por fim, os profissionais mantêm a exigência da revogação da Lei nº 18.221/2024 e a redução da alíquota de contribuição previdenciária de 14% para 11%.
A paralisação de hoje também abordará o Prêmio de Desempenho Educacional (PDE) de 2026, com foco nos critérios de pagamento e descontos por faltas licenciadas.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



