Professora Giulia Silva morre após diagnóstico de ansiedade e duas altas no RJ

Investigação da 59ª DP apura as circunstâncias da morte, enquanto o hospital afirma que exames, incluindo eletrocardiograma, não indicaram alterações.

Giulia Silva de Araújo, de 26 anos,

A professora Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, morreu na última sexta – feira (29), depois de procurar atendimento médico duas vezes e receber alta no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, zona Norte do Rio de Janeiro.

Na primeira ida à emergência, Giulia relatou dor no peito e sintomas compatíveis com um quadro cardíaco. Ela passou por diversos exames e foi liberada. Quase três horas depois, ainda no mesmo dia, voltou à unidade com as mesmas queixas.

Professora voltou ao hospital no mesmo dia

A paciente foi encaminhada para uma segunda bateria de exames. O atendimento incluiu a prescrição de um hemograma completo e uma radiografia do tórax. Após os procedimentos, Giulia recebeu alta novamente.

De acordo com a família da vítima, o hospital concedeu a segunda alta depois da administração de dexametasona. O caso é investigado pela 59ª DP (Duque de Caxias), onde as diligências seguem em andamento para apurar as circunstâncias da morte.

Na versão apresentada pela direção do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, a paciente recebeu assistência de acordo com o quadro clínico identificado em cada avaliação. A unidade afirmou que Giulia foi atendida prontamente ao relatar dores no peito.

Hospital afirma que exames não apontaram alterações

Segundo o hospital, foram realizados os exames previstos em protocolo para o diagnóstico imediato de casos cardíacos agudos. Os resultados, ainda de acordo com a nota, ficaram dentro dos parâmetros de normalidade, incluindo frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, temperatura e saturação de oxigênio.

A direção também informou que Giulia passou por um exame de eletrocardiograma, considerado determinante para a detecção de quadros cardíacos de maior gravidade. O resultado, conforme a unidade, não apresentou qualquer alteração.

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Com os indicadores vitais e os exames aparentemente normais, a equipe prescreveu medicamentos para os sintomas relatados e liberou a paciente com as “devidas orientações”. Quando Giulia retornou ao hospital, foi atendida imediatamente outra vez.

Como os sintomas persistiam, os exames feitos no primeiro atendimento foram repetidos. A equipe solicitou ainda hemograma completo e radiografia do tórax. O hospital declarou que essa segunda bateria também não detectou alterações.

Giulia recebeu medicação na própria unidade e permaneceu em observação. Às 13h 19, passou por nova avaliação. Como os indicadores vitais continuavam dentro da normalidade, a alta médica foi prescrita pela segunda vez.

Em nota, o Hospital Municipal Francisco da Silva Telles lamentou a morte da professora e afirmou que “prestou toda a assistência à paciente de acordo com o quadro clínico apresentado”. A direção disse ainda que permanece à disposição da família para mais esclarecimentos.