Professor sugere criação de gabinete de crise no Brasil
Leonardo Mattos, professor de Geopolítica da Escola de Guerra Naval, propôs que o Brasil estabeleça um gabinete de crise para lidar com os diversos desafios decorrentes do conflito no Oriente Médio. Em uma entrevista ao WW, o especialista analisou os desdobramentos da guerra e seus impactos na economia global.
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De acordo com Mattos, desde o início do conflito, o Irã tem adotado uma estratégia clara de provocação, reconhecendo sua incapacidade de competir militarmente com as forças dos Estados Unidos e Israel. “O Irã não tem capacidade militar para competir com as forças dos Estados Unidos e de Israel.
Mas o Irã pensou muito bem, estrategicamente, que essa era a sua única saída”, afirmou.
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Estratégia iraniana e suas consequências
O especialista destacou que a abordagem do Irã inclui ameaças de bloqueio e ataques a instalações energéticas, o que o torna um protagonista na guerra econômica. “O Irã foi se tornando o protagonista nessa guerra econômica. O fato é que o Irã estava preparado para isso e Estados Unidos e Israel não estavam”, declarou.
Apesar dos ataques coordenados por Estados Unidos e Israel, que resultaram na neutralização de várias lideranças, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, o regime iraniano conseguiu se manter no poder. O filho do antigo líder assumiu a liderança e continuou a mesma estratégia, possivelmente de forma ainda mais intensa.
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Impactos no Brasil e a necessidade de preparação
Mattos ressaltou que o Irã já obteve uma certa vitória, pois a crise econômica que pretendia provocar começou a se manifestar desde o início do conflito. Os ataques iranianos passaram de bases militares americanas para instalações de energia, ampliando seu impacto.
A análise do especialista sugere que o Brasil deve se preparar adequadamente para os efeitos colaterais desse conflito, que podem incluir instabilidade nos mercados, interrupções nas cadeias de suprimentos e outros impactos econômicos que afetariam diretamente o país.
