A resiliência do produtor rural brasileiro brilha em meio à crise! Márcio Santos, CEO da Bayer Brasil, revela como a guerra no Oriente Médio e a volatilidade do mercado moldam um agricultor mais forte e inovador. Descubra os detalhes!
Conflitos internacionais, como a intensificação da guerra no Oriente Médio, e um cenário de negócios instável têm contribuído para a formação de um produtor rural mais resiliente no Brasil. Essa análise foi feita por Márcio Santos, CEO da Bayer Brasil, ao discutir os impactos dessas situações no agronegócio.
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Segundo ele, eventos inesperados aumentam a complexidade do setor, que já enfrenta flutuações de preços, câmbio e custos de insumos.
“A guerra traz uma série de aspectos. Situações imprevistas e incalculáveis adicionam complexidade. O agricultor brasileiro já está habituado a operar em um ambiente complicado, que é incerto e volátil. Os preços das commodities variam, o câmbio oscila e os custos de matéria-prima também mudam”, destacou Santos em entrevista ao CNN Agro.
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De acordo com o CEO, a experiência acumulada pelo setor em lidar com essas oscilações frequentes resultou em um perfil de resiliência entre os produtores. “O produtor brasileiro aprendeu a trabalhar em um ambiente de volatilidade e incerteza. Essa é a essência do agricultor brasileiro, que se tornou muito resiliente”, afirmou.
Apesar desse cenário desafiador, a Bayer continua a investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em 2025, a multinacional alocou 2 milhões de euros para esse segmento, com investimentos significativos nas áreas agrícola e farmacêutica. Santos ressaltou que a estratégia da empresa se baseia no avanço tecnológico para apoiar os agricultores.
“Nossa aposta é na tecnologia e na inovação, que transformaram o agronegócio brasileiro. A tecnologia é central nesse processo. Sem ela, não há progresso”, enfatizou. O balanço financeiro de 2025, divulgado em 4 de março, revelou que a divisão agrícola da Bayer alcançou 21,6 bilhões de euros em vendas globais, com um crescimento de 1,1% em relação a 2024.
No relatório, a Bayer mencionou que está implementando um programa para melhorar a rentabilidade, que inclui a racionalização do portfólio de produtos, com a retirada de 200 itens do mercado, sem comprometer os investimentos em pesquisa. A empresa também planeja lançar novas tecnologias agrícolas com potencial de vendas superiores a 500 milhões de euros nos próximos anos.
Para 2026, a expectativa é de um crescimento entre 1% e 4% nas vendas da divisão agrícola.
Ainda que não tenha divulgado números específicos para o Brasil, a Bayer continua a investir em soluções que aumentem a produtividade no campo. “O Brasil é um país extremamente relevante. O ambiente de negócios aqui favorece investimentos. Portanto, seguimos investindo fortemente, tanto em sementes quanto em produtos químicos”, afirmou Santos.
Ele também mencionou que a empresa mantém um relacionamento direto com cerca de 25 mil produtores no Brasil, alcançando mais de 200 mil indiretamente por meio de parceiros comerciais. “Nosso papel é ajudar o produtor a produzir mais, melhor e de forma mais eficiente”, concluiu.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.