Produção de Café no Brasil deve atingir recorde em 2026 com 66,7 milhões de sacas!
A produção de café no Brasil em 2026 pode alcançar 66,7 milhões de sacas, um recorde histórico! Descubra os fatores que impulsionam esse crescimento.
Produção Brasileira de Café em 2026
A produção de café no Brasil deve atingir 66,7 milhões de sacas em 2026, representando um aumento de 18% em comparação à safra anterior, conforme o segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado nesta quinta-feira.
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Se essa previsão se concretizar, a colheita será a maior já registrada, superando em 5,7% o recorde anterior de 2020, que foi de 63,08 milhões de sacas.
Esse crescimento é atribuído principalmente à recuperação da produtividade das lavouras de arábica, que se beneficiam de um ano de bienalidade positiva, além de condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. A área total destinada à cafeicultura deve aumentar em 3,9%, alcançando 2,34 milhões de hectares, dos quais 1,94 milhão estarão em produção.
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A produtividade média nacional é estimada em 34,4 sacas por hectare, um aumento de 13% em relação ao ciclo anterior.
Desempenho das Variedades de Café
A variedade arábica, que é a mais exportada pelo Brasil, deve alcançar 45,8 milhões de sacas, um crescimento de 28% em relação a 2025, tornando-se a terceira maior safra já registrada. A Conab explica que esse desempenho é resultado do ciclo de bienalidade positiva e das melhores condições climáticas observadas nas regiões produtoras.
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Por outro lado, a safra de conilon (robusta) deve totalizar 20,9 milhões de sacas, apresentando uma leve alta de 0,8%. O aumento na área cultivada compensou uma queda de 3,5% na produtividade média nacional, que é estimada em 53,9 sacas por hectare.
Produção por Estado
Minas Gerais, principal produtor do país, deve colher 33,4 milhões de sacas de café em 2026, um aumento de 29,8% em relação ao ciclo anterior. A Conab atribui esse resultado ao regime favorável de chuvas antes da florada e às boas condições climáticas até março, que beneficiaram a granação das lavouras.
No Espírito Santo, o segundo maior produtor, a produção total é estimada em 18 milhões de sacas, um crescimento de 3%. Enquanto a produção de arábica deve aumentar 27,9%, alcançando 4,4 milhões de sacas, a de conilon tende a recuar 4,2%, totalizando 13,6 milhões de sacas, devido ao desempenho elevado em 2025 e às temperaturas abaixo da média durante o ciclo produtivo.
Expectativas e Desafios
Na Bahia, a safra deve crescer 5,9%, atingindo 4,7 milhões de sacas, impulsionada por condições climáticas regulares e investimentos em manejo. Em São Paulo, onde o cultivo é exclusivamente de arábica, a expectativa é de um aumento de 24,6%, para 5,9 milhões de sacas.
Já em Rondônia, que produz apenas conilon, a produção deve subir 19,4%, alcançando 2,8 milhões de sacas, favorecida pela renovação das lavouras com materiais clonais mais produtivos.
Apesar da previsão de uma safra recorde, os estoques domésticos permanecem pressionados. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que os embarques de café entre janeiro e abril de 2026 totalizaram 11,5 milhões de sacas, uma queda de 22,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A Conab aponta que essa retração é resultado da produção limitada nas últimas temporadas e da demanda externa aquecida, que reduziram os estoques internos.
Cenário Internacional
A expectativa é de recuperação nas exportações no segundo semestre, com a entrada da nova safra no mercado. No cenário internacional, o United States Department of Agriculture projeta um crescimento de 2% na produção em 2025/26, totalizando 178,8 milhões de sacas.
No entanto, o órgão avalia que os preços internacionais devem permanecer elevados devido aos baixos estoques globais e à demanda aquecida. O consumo mundial é estimado em 173,9 milhões de sacas, um aumento de 1,3% em comparação anual.