Pedido de Afastamento do Presidente do IBGE
O procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), solicitou o afastamento cautelar do presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A solicitação foi feita por meio de uma representação encaminhada ao tribunal, onde o procurador aponta supostas irregularidades na gestão do instituto.
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De acordo com o documento, a administração de Pochmann tem sido marcada por um aumento nas exonerações e mudanças em cargos técnicos estratégicos. Para o procurador, esses episódios revelam um “quadro institucional preocupante, com potenciais repercussões jurídicas relevantes”.
Irregularidades e Críticas à Gestão
A representação destaca que as exonerações de servidores especializados, juntamente com críticas públicas à gestão, sugerem “ingerência indevida na esfera técnico-científica do IBGE”. Além disso, o documento questiona a tentativa de criação de uma nova entidade voltada ao apoio à inovação científica e tecnológica no instituto.
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Segundo o Ministério Público de Contas, essa iniciativa poderia ultrapassar as atribuições do órgão. “A criação de entidade paralela, com possível captação de recursos próprios e atuação em áreas sensíveis de produção e tratamento de dados oficiais, não pode decorrer de ato meramente administrativo da Presidência”, afirma a representação.
Impactos na Credibilidade do IBGE
O procurador alerta que o cenário descrito pode comprometer a credibilidade das estatísticas produzidas pelo instituto, como o PIB e os índices de inflação. O documento enfatiza que “a gestão de pessoas de modo conflitivo e publicamente antagonizado em relação ao corpo técnico compromete não apenas o ambiente interno de trabalho, mas a própria credibilidade externa do IBGE”.
