Procurador-Geral da Colômbia inicia investigação formal contra Álvaro Uribe por crimes relacionados
A investigação formal contra Álvaro Uribe pode aprofundar as questões legais enfrentadas pelo ex-presidente, que já foi condenado por fraude e suborno
Investigação contra Álvaro Uribe avança na Colômbia
O Procurador-Geral da Colômbia iniciou uma investigação formal contra o ex-presidente Álvaro Uribe, abordando crimes relacionados à formação de um grupo paramilitar, dois massacres e o homicídio de um defensor dos direitos humanos.
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Histórico de Álvaro Uribe e condenações anteriores
Álvaro Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010, por dois mandatos consecutivos, enfrenta uma série de questões legais. No ano passado, ele foi condenado por fraude e suborno, em um caso que envolveu suposta obstrução da justiça, que poderia resultar em até 12 anos de prisão domiciliar.
Apesar de a sentença ter sido anulada em apelação, a decisão ainda está sendo revisada pelo Supremo Tribunal da Colômbia.
Uribe, que se declara inocente e classifica as acusações como uma perseguição política, é o primeiro ex-presidente colombiano a ser condenado criminalmente. A investigação atual se concentra em alegações de que ele teria instruído um advogado a subornar paramilitares encarcerados, com o objetivo de desacreditar as acusações de suas ligações com esses grupos armados.
O impacto dos paramilitares no conflito colombiano
Os grupos paramilitares, que receberam financiamento de pecuaristas e latifundiários para se protegerem de guerrilheiros de esquerda, são apontados como responsáveis por quase metade das mais de 450 mil mortes registradas durante o conflito colombiano entre 1985 e 2018, de acordo com estimativas de uma comissão da verdade.
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No último ano, o irmão de Uribe foi condenado por crimes relacionados a esses grupos e recebeu uma pena de 25 anos de prisão.
Desdobramentos da nova investigação
Uma fonte da Procuradoria-Geral da República revelou à Reuters que Uribe foi convocado a depor no contexto da nova investigação, embora a data ainda não tenha sido estabelecida. O ex-presidente declarou: “Este é um claro caso de pressão política e injustiça”, mencionando supostas conexões entre o senador Cepeda e o procurador que o intimou.
Ele também ressaltou que seus advogados citaram quatro locais conhecidos por massacres e violência paramilitar, que serão abordados durante o depoimento.
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Os colombianos se preparam para ir às urnas no próximo domingo, 21 de maio, para escolher seu novo presidente. O segundo turno das eleições colocará o candidato Cepeda frente ao advogado de direita Abelardo De La Espriella, que conta com o apoio de Uribe e promete uma postura rigorosa contra os grupos rebeldes.