Primo de ex-juiz denuncia abuso e constrangimentos chocantes! Saulo Láuar relata agressão na adolescência em investigação do CNJ. Prisão decretada!
Saulo Láuar, primo de Magid Nauef, ex-juiz que foi alvo de denúncias, relatou ter sofrido abuso sexual e constrangimentos por parte de um familiar quando tinha apenas 14 anos. O relato veio à tona em meio a uma investigação conduzida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que solicitou esclarecimentos da Justiça de Minas Gerais sobre a absolvição de um homem acusado de estupro de uma menina de 12 anos.
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Desde o início da apuração, o caso ganhou grande destaque na mídia, com quatro pessoas alegando ter sido vítimas do magistrado, incluindo Saulo Láuar. “Houve uma tentativa do ato em si e eu consegui escapar. Depois disso, ele me ligou, pediu desculpas e, por um tempo, não tivemos mais contato sobre o assunto”, declarou o analista do Ministério Público de Minas Gerais, em um vídeo divulgado nas redes sociais na segunda-feira (23).
Com a divulgação da denúncia, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos. Em uma decisão tomada na quarta-feira (25), foi determinada a prisão do homem que vivia com a menina de 12 anos e da mãe da criança, em Indianópolis, no Triângulo Mineiro.
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O desembargador responsável pelo caso argumentou que a diferença de idade entre a menor, com 12 anos na época dos fatos, e o acusado, com 35 anos, demonstrava uma vulnerabilidade que comprometia a capacidade de discernimento da jovem.
O desembargador citou o filósofo David Miller em sua decisão, afirmando que “se temos um desejo sincero de descobrir como é o mundo, devemos estar preparados para corrigir erros; se vamos corrigi-los, devemos estar preparados para cometê-los”. Inicialmente, em fevereiro, os desembargadores Magid Láuar e Walner Milward Azevedo votaram pela absolvição, em contrapartida à votação da magistrada Karin Emmerich.
O caso teve início em 2024, após uma denúncia do Conselho Tutelar devido às faltas escolares da menina.
O Ministério Público informou que o homem oferecia dinheiro e presentes à família em troca de autorização para o relacionamento. Ambos, o homem e a mãe, foram condenados a nove anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.