Pressão da Europa para Usar Ativos Russos Congelados Ganha Força Após Plano de Paz dos EUA

Líderes europeus, liderados por Ursula Von der Leyen, pressionam para usar ativos russos congelados em apoio à Ucrânia, levantando preocupações sobre retaliações da Rússia

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(Imagem de reprodução da internet).

Pressão Europeia para Uso de Ativos Russos Congelados

Após o anúncio do plano de paz dos Estados Unidos para a Guerra na Ucrânia, líderes europeus intensificaram a pressão para utilizar ativos russos congelados desde o início do conflito em 2022. Nesta quarta-feira (26), a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, declarou que está pronta para apresentar um texto sobre a utilização desses recursos.

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Esses ativos seriam empregados para garantir um empréstimo de 140 bilhões de euros à Ucrânia, destinado a processos de defesa e orçamentários. O discurso de Von der Leyen foi bem recebido por figuras proeminentes da União Europeia, como o primeiro-ministro da Alemanha, Friederich Merz, que expressou apoio ao projeto, enfatizando a ajuda ao povo ucraniano.

Preocupações com o Plano

Entretanto, segundo o Financial Times, a Euroclear alertou que o plano pode ser interpretado como um “confisco” por investidores fora da União Europeia, o que poderia prejudicar as atividades dos mercados financeiros e elevar o custo de empréstimos para os países do bloco.

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A Euroclear detém 193 bilhões de euros em ativos russos congelados, enquanto cerca de 67 bilhões de euros estão distribuídos entre empresas de países como França, Japão, Reino Unido e Luxemburgo.

A CEO da Euroclear, Valerie Urbain, argumentou que a proposta da União Europeia poderia resultar em contestações judiciais, especialmente se vista como um “confisco” pela Rússia, o que poderia gerar riscos de retaliações. O primeiro-ministro da Bélgica, Bart de Weer, também se opõe à utilização desses ativos, afirmando que isso poderia prejudicar um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.

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Alternativas e Reações da Rússia

O pesquisador sênior do think-tank americano Conselho de Relações Exteriores, Brad W. Setser, sugeriu que uma solução jurídica poderia envolver valores além dos detidos na Euroclear. Ele propôs que os 260 bilhões de euros congelados não fossem emprestados diretamente à Ucrânia, mas sim destinados a intermediários financeiros apoiados pela União Europeia e outros governos, que repassariam os recursos aos ucranianos.

A Rússia, por sua vez, afirmou que está se preparando para retaliações caso a Europa avance no uso dos ativos congelados, embora não tenha especificado quais seriam essas ações. A situação gera preocupações sobre a confiança na Zona do Euro e o impacto no sistema financeiro global.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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