Pressão aumenta sobre Rogério Ceni no Bahia após derrota para o Cruzeiro e protestos da torcida

A pressão sobre Rogério Ceni aumenta no Bahia após derrota para o Cruzeiro, com torcedores protestando na Arena Fonte Nova. O que vem a seguir?

Pressão sobre Rogério Ceni aumenta no Bahia após derrota

A pressão sobre o técnico Rogério Ceni continua crescendo no Bahia. Na noite de sábado (9), após a derrota por 2 a 1, de virada, para o Cruzeiro, torcedores que estavam na Arena Fonte Nova, em Salvador, protestaram contra o treinador com gritos e ofensas.

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Durante e após a partida, que foi válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, parte da torcida entoou frases como: “Rogério Ceni, vá se f*, o meu Bahia não precisa de você”, “Adeus, Ceni”, “Time pipoqueiro” e “Mas que palhaçada, salário em dia e porrada atrasada”.

Essa não é a primeira vez que a torcida tricolor expressa descontentamento com o treinador. No dia 25 de abril, após o jogo contra o Santos, já havia ocorrido pressão pela saída de Ceni. Os protestos refletem o momento difícil que o Bahia enfrenta.

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Apesar de ter conquistado o Campeonato Baiano contra o rival Vitória, o clube acumula resultados negativos recentes, como a derrota para o América diante do O’Higgins. Além disso, o Tricolor está há cinco partidas consecutivas sem vencer na temporada.

Desafios na Copa do Brasil

O Bahia agora enfrenta um cenário complicado na Copa do Brasil, onde perdeu por 3 a 1 no jogo de ida da 5ª fase. Para avançar, o time precisará vencer o Leão Azul por pelo menos três gols de diferença no jogo de volta, que está agendado para esta quarta-feira (13), às 21h30 (de Brasília), no Mangueirão, em Belém.

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Após a partida, Rogério Ceni reconheceu a frustração da torcida, afirmou entender os protestos e comentou sobre a pressão pela permanência no cargo.

“O torcedor quer ver o time vencer. Quando o time não entrega o resultado, o torcedor está certo em protestar, ele vai frustrado para casa”, disse Ceni. O treinador também destacou que não pode se preocupar com a pressão externa, pois isso é uma questão da diretoria. “Tento todos os dias fazer meu melhor, eu não canso de trabalhar.

Tento achar situações, trocas, alternativas”, acrescentou.

Ceni admitiu que a equipe está passando por uma queda de rendimento técnico e emocional, mas enfatizou a necessidade de uma reação rápida para que os bons resultados voltem a acontecer. “Tem uma queda técnica e emocional. Precisamos fazer algo diferente para mudar a chave, para resgatar o torcedor.

Não posso reclamar de competitividade e entrega dentro de campo, mas as coisas não estão acontecendo como já aconteceram”, concluiu.