Presidente do Irã afirma que é “melhor” encerrar guerra com os EUA enquanto país está forte

Pezeshkian sugere que o Irã deve buscar um fim para o conflito com os EUA, enquanto a tensão militar aumenta e novas sanções americanas estão a caminho.

Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que seria “melhor” encerrar a guerra contra os Estados Unidos neste momento, enquanto o país se encontra em uma posição de força. A afirmação foi feita nesta sexta – feira (21), conforme reportado pela mídia estatal iraniana.

Pezeshkian enfatizou a importância de finalizar o conflito agora, ressaltando que a nação está em uma posição de dignidade. As declarações ocorreram no contexto de alertas do chefe do Estado – Maior das Forças Armadas do Irã, que advertiu que quaisquer “novas ameaças” resultariam em uma resposta “esmagadora”, segundo informações da agência semioficial Mehr News Agency.

Reações à situação militar

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã manifestou – se na quinta – feira (20), afirmando que, caso a guerra fosse reiniciada, o país estaria preparado para reagir. As declarações surgiram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a suspensão das negociações com Teerã e prometer sanções severas com o objetivo de derrubar a liderança iraniana.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, revelou que fornecerá detalhes sobre as novas sanções planejadas na próxima segunda – feira (24). Essas sanções seguem um alerta do presidente americano sobre consequências econômicas para qualquer forma de apoio financeiro ao Irã.

O major – general Ali Abdollahi, chefe do Estado – Maior das Forças Armadas do Irã, afirmou que a República Islâmica responderia de maneira ampla e decisiva às novas ameaças. Ele garantiu que as forças armadas estão prontas em terra, mar e ar, além de estarem preparadas para atuar no ciberespaço. “As forças armadas do Irã responderão com respostas esmagadoras, punitivas e devastadoras”, disse Abdollahi.

Visões sobre as sanções dos EUA

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador nas conversas com os Estados Unidos, apontou que Washington parece ter chegado à conclusão de que não conseguiria vencer em um confronto militar direto. Durante uma visita ao Iraque, ele destacou a necessidade de elaborar planos para lidar com as sanções injustas impostas pelos EUA.

Qalibaf acusou os Estados Unidos e Israel de recorrerem a uma guerra econômica e “cognitiva” contra o Irã. Essas declarações refletem um clima tenso nas relações entre os dois países e evidenciam as dificuldades enfrentadas pelo Irã diante das pressões externas.

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A situação continua tensa à medida que ambos os lados se preparam para possíveis desdobramentos no cenário militar e diplomático.