Premiê da Suécia, Ulf Kristersson, anuncia renúncia após derrota nas eleições

O bloco de centro-esquerda venceu com 176 cadeiras, abrindo caminho para o retorno de Magdalena Andersson ao poder.

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Ulf Kristersson, primeiro-ministro da Suécia | Foto: Getty Images

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, anunciou nesta quinta-feira (17) que vai renunciar ao cargo. A decisão veio depois da derrota de seu bloco de direita nas eleições parlamentares do país. De acordo com a autoridade eleitoral sueca, os partidos de centro-esquerda da oposição conquistaram 176 cadeiras, contra 173 do bloco governista, após a apuração total dos votos.

Em uma carta publicada na rede social X, Kristersson afirmou que agora cabe ao presidente da Câmara conduzir o processo de transição. “Por meio desta, solicito minha exoneração do cargo de primeiro-ministro para que esse trabalho possa começar imediatamente”, escreveu.

O resultado abre caminho para que Magdalena Andersson, líder do Partido Social Democrata e primeira mulher a ocupar o posto de primeira-ministra em 2021, volte ao poder após quatro anos na oposição.

Desafios para formar um novo governo

A vitória da centro-esquerda, no entanto, pode ser apenas o primeiro passo de um processo longo e incerto. A formação de um governo depende de alianças complexas. O Partido do Centro, um dos potenciais apoiadores de Andersson, já sinalizou que não integrará uma coligação que inclua o Partido da Esquerda.

Já o Partido Verde surge como um membro possível de uma futura aliança de centro-esquerda.

O jornal sueco Dagens Nyheter informou que os sociais-democratas convidaram os outros partidos da oposição para negociações, mas não deu mais detalhes sobre os encontros. A vice-primeira-ministra Ebba Busch, líder dos democratas-cristãos, afirmou que “ainda não se sabe” o que acontecerá a seguir.

Ela citou as divisões internas entre os partidos de centro-esquerda como um fator que pode complicar a formação de um novo governo.

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Mudança no cenário político sueco

A eleição colocou frente a frente uma centro-esquerda fragmentada e um bloco de centro-direita comandado por Kristersson, do Partido Moderado. O primeiro-ministro planejava integrar a extrema-direita à coalizão e dar continuidade a uma política de quatro anos de repressão à imigração e ao crime.

Contudo, os Democratas Suecos, principal legenda de extrema-direita, perderam participação nos votos pela primeira vez desde que entraram no parlamento, em 2010. Essa queda inclinou a balança a favor da oposição.

Todos os votos para o parlamento, que tem 349 assentos, já foram contabilizados. O resultado ainda precisa ser formalmente certificado nos próximos dias.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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