Prejuízo dos Correios atinge R$ 6 bilhões e reestruturação inclui demissões e fechamento de agências

Correios enfrentam crise financeira com prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro, quase três vezes maior que no ano anterior. Empréstimo de R$ 20 bilhões é negociado

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(Imagem de reprodução da internet).

Prejuízo Acumulado dos Correios Atinge R$ 6 Bilhões

Os Correios enfrentam uma situação financeira crítica, acumulando um prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro. Esse valor quase triplica o rombo de R$ 2,1 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. As demonstrações contábeis do terceiro trimestre foram aprovadas pelo conselho de administração da estatal na última sexta-feira (28).

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Segundo informações obtidas, a queda nas receitas e o aumento das despesas operacionais, além de novas obrigações judiciais e trabalhistas, impactaram negativamente o balanço financeiro da empresa.

Negociações para Empréstimo Bilionário

Recentemente, houve avanços nas negociações com um grupo de bancos, tanto públicos quanto privados, para a obtenção de um empréstimo de R$ 20 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional. A administração dos Correios busca melhorar as condições do consórcio bancário e pretende finalizar o acordo na próxima semana.

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Esse empréstimo é considerado essencial pelo governo para evitar um colapso nos serviços prestados pela empresa. Os recursos devem ser liberados em duas ou mais parcelas, com o objetivo de evitar que o dinheiro fique parado no caixa, gerando juros, já que a maior parte do financiamento só será efetiva em 2026.

Planos de Reestruturação e Demissões

Conforme apurado, o empréstimo terá um prazo de carência e deverá ser quitado em 15 anos. A previsão é que os Correios comecem a gerar lucro apenas a partir de 2027, com um período de carência de pelo menos dois anos para o início dos pagamentos.

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Além do empréstimo, o plano de reestruturação inclui a saída de pelo menos 10 mil funcionários por meio de um programa de demissões voluntárias e o fechamento de cerca de 1 mil agências. A longo prazo, a estatal também considera a possibilidade de abrir seu capital na Bolsa, mantendo o controle sob a União.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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