Prefeito de Nova York Honora Sócrates no Corinthians

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, recebeu um tributo especial em 22 de junho de 2026, em um evento realizado no clube Corinthians. A homenagem, que incluiu camisas personalizadas e uma placa, foi entregue por dirigentes do clube e pelo ex-jogador Walter Casagrande.
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O presente veio após Mamdani proferir um discurso no qual fez conexões profundas entre o papel do futebol e a história política brasileira, em especial o período da ditadura militar.
O Futebol como Espelho da História Política Brasileira
Durante sua visita, Mamdani dedicou grande parte de sua fala a relembrar a trajetória de Sócrates, um dos atletas mais emblemáticos do Brasil. Ele enfatizou o papel que o jogador desempenhou durante os anos 1970 e 1980, um período marcado por grande turbulência política no país.
Segundo o prefeito, a época foi dominada por uma junta militar repressiva, que impunha seu controle sobre a população.
O discurso destacou como o esporte, em momentos de repressão, se tornou um palco de resistência. Mamdani citou o fato de que, enquanto o país passava por torturas e assassinatos de cidadãos, Sócrates e seus colegas utilizaram o campo de futebol como um meio de manifestação política.
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Eles fizeram isso, inclusive, usando camisas com a inscrição “Eu quero votar para presidente” nas costas, um símbolo de resistência civil.
Para o prefeito, o futebol transcende o entretenimento. Ele concluiu sua reflexão afirmando que o esporte tem o poder de gerar movimentos sociais, auxiliando na queda de regimes ditatoriais e, em curtos intervalos de tempo, permitindo não apenas o esquecimento dos problemas cotidianos, mas também a busca por maneiras de superá-los.
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Democracia Corinthiana: Um Experimento de Autogoverno
Além de abordar o impacto político de Sócrates, Mamdani também ressaltou o modelo de gestão coletiva que floresceu dentro do próprio Corinthians naquele período histórico. Ele descreveu o movimento, conhecido como “Democracia Corinthiana”, como um experimento de autogoverno que transformou a dinâmica interna do clube.
O conceito de “Democracia Corinthiana” surgiu no início dos anos 1980, unindo a paixão esportiva à participação política ativa. O movimento não se limitou aos jogadores; ele englobou todos os envolvidos no cotidiano do clube. Mamdani explicou que, naquele contexto, a tomada de decisões — seja sobre contratações, definição do elenco ou normas diárias — deixou de ser um privilégio exclusivo da diretoria ou da comissão técnica.
Todos os membros, incluindo atletas, funcionários e até mesmo o treinador, tinham o direito de participar das deliberações e de votar, conferindo a todos um voto de igual valor. Essa estrutura interna de participação foi um reflexo direto do desejo maior de redemocratização do Brasil, defendendo a retomada das eleições diretas, suspensas desde 1960.
A homenagem concedida a Mamdani, que foi realizada na presença de figuras como o diretor do Departamento Cultural do clube, Rafael Castilho, e o ex-secretário-geral Vinicius Cascone, reforçou o vínculo entre a história social do clube e a importância da participação cívica.
Os materiais entregues incluíram camisas personalizadas em memória a ídolos como Wladimir, Casagrande e Sócrates, além de uma placa de reconhecimento assinada pelo presidente Osmar Stábile.
O evento, portanto, celebrou não apenas o futebol, mas a capacidade do esporte de ser um catalisador de mudanças sociais e políticas profundas no Brasil.
A visita de Zohran Mamdani ao Corinthians reforçou a conexão global entre a cultura esportiva e a luta pela democracia em diferentes nações.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



