Preços do petróleo disparam após captura de Nicolás Maduro; incertezas sobre o futuro das exportações da Venezuela agitam o mercado. Confira os detalhes!
Os preços do petróleo registraram um aumento superior a 1% nesta segunda-feira (5), enquanto os operadores analisavam o possível impacto sobre os fluxos de petróleo da Venezuela. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e a recente captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em uma operação militar no sábado (3) gerou incertezas no mercado.
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Por volta das 14h15, no horário de Brasília, os contratos futuros do petróleo Brent subiam 1,47%, alcançando US$ 61,64 por barril. O petróleo West Texas Intermediate, dos EUA, apresentava um aumento de 1,55%, cotado a US$ 58,21. Ambos os contratos de referência tiveram uma recuperação de mais de US$ 1 nas negociações do final da manhã, após uma queda inicial em uma sessão marcada pela volatilidade.
Os investidores estavam avaliando as implicações da captura de Maduro e o controle que Washington assumiria sobre a Venezuela, membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), cujas exportações de petróleo estão sob embargo norte-americano, que permanece em vigor.
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Analistas da Aegis Hedging levantaram a questão: “Como os fluxos de petróleo da Venezuela mudarão devido às ações dos EUA?”.
Em um cenário global com oferta abundante de petróleo, alguns especialistas afirmaram que qualquer interrupção adicional nas exportações da Venezuela teria um impacto imediato limitado sobre os preços. A produção de petróleo do país caiu drasticamente nas últimas décadas, em grande parte devido à má gestão e à falta de investimentos estrangeiros após a nacionalização das operações petrolíferas nos anos 2000.
No ano passado, a produção média da Venezuela foi de cerca de 1 milhão de barris por dia, representando aproximadamente 1% da produção global. No domingo (4), a presidente interina da Venezuela manifestou disposição para cooperar com os Estados Unidos.
Simon Wong, gerente de portfólio da Gabelli Funds, comentou: “Espero que o ataque naval e o bloqueio sejam suspensos e, por fim, que as sanções sejam levantadas, permitindo que grande parte do petróleo venezuelano retido no mar e em armazenamento alfandegado seja disponibilizado para o mercado”.
Wong também destacou que levará tempo para que a Venezuela consiga aumentar sua produção de petróleo.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.