Preços do feijão carioca sobem até 90% em 2026 devido a desafios climáticos e menor área cultivada

Os preços do feijão nas áreas produtoras do Brasil continuam a subir, impulsionados pela diminuição da área cultivada e pelos desafios climáticos que impactaram as safras. De acordo com um estudo do Centro de Pesquisa em Economia Aplicada (Cepea), essa tendência de alta é sustentada pela demanda por grãos de qualidade superior.
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No entanto, atacadistas e varejistas têm adotado uma postura mais cautelosa nas compras junto às agroindústrias processadoras.
Aumento significativo nos preços
Nos primeiros cinco meses de 2026, os preços do feijão carioca ao produtor registraram um aumento entre 85% e 90% nas principais regiões analisadas pelo Cepea. Em contrapartida, o feijão preto teve uma elevação média de 51,7%. Esse crescimento nos custos dos grãos reflete diretamente nas cotações para o consumidor final.
Segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio o aumento foi de 6,44% para o feijão carioca e 2,07% para o feijão preto.
No acumulado deste ano, as altas chegam a 41,09% para o feijão carioca e 13,69% para o feijão preto. Essas variações nos preços demonstram a pressão sobre os produtores devido às condições adversas enfrentadas durante as safras. A escassez resultante da menor área cultivada tem levado os consumidores a pagar mais por esses produtos essenciais.
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Impacto no mercado e na economia
A situação atual do mercado de feijão reflete não apenas as dificuldades enfrentadas pelos agricultores, mas também as dinâmicas da oferta e demanda no setor alimentício. A busca por grãos com melhores características tem incentivado uma valorização ainda maior desses produtos, enquanto os comerciantes se mostram prudentes em suas aquisições.
Essa cautela pode ser vista como uma estratégia para evitar excessos em estoques diante da incerteza das próximas colheitas.
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Além disso, a alta dos preços do feijão pode ter repercussões significativas na alimentação dos brasileiros, uma vez que esse alimento é um componente básico da dieta nacional. O aumento contínuo pode levar à necessidade de ajustes orçamentários por parte das famílias, que já enfrentam desafios econômicos em outros setores.
Com o cenário atual, é difícil prever como os preços se comportarão nos próximos meses. A combinação entre a demanda interna e as condições climáticas continuará a ser um fator determinante na formação dos preços do feijão no Brasil.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



