Os preços do chocolate no Brasil seguem em ascensão, distantes da inflação geral, mesmo com a recente queda nas cotações do cacau no mercado internacional. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, em fevereiro de 2025, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulava uma alta de 5,1% em 12 meses, enquanto os preços de chocolates em barra e bombons subiam 16,5%.
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Em fevereiro de 2026, essa discrepância se acentuou. O IPCA caiu para 3,8% no acumulado em 12 meses, mas os preços do chocolate dispararam 26,4% no mesmo período. Esse movimento ocorre mesmo após uma forte correção nos preços do cacau, que chegaram a operar próximas de US$ 10 mil por tonelada durante o choque de oferta entre 2024 e 2025, mas recuaram ao longo de 2026.
Apesar da queda no preço da matéria-prima, os consumidores ainda não sentem alívio nos valores. O Itaú BBA ressalta que isso acontece porque os reajustes ao longo da cadeia produtiva ocorrem de maneira gradual, refletindo o repasse tardio dos custos mais altos registrados anteriormente.
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Além disso, o banco aponta que o chocolate continua sendo um dos principais fatores de pressão inflacionária dentro do grupo de alimentos industrializados.
“A tendência é que esse cenário persista no curto prazo, mantendo os preços elevados, especialmente em períodos de maior consumo, como a Páscoa”, concluiu.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.
