Preço do ouro cai 1,02% e encerra a US$ 4.202,70 por onça-troy em 22 de maio de 2026

O preço do ouro apresentou queda nesta segunda-feira, 22 de maio de 2026, influenciado pela percepção de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além da expectativa de juros elevados nos EUA por um período prolongado. A diminuição da procura por ativos considerados seguros e a valorização do dólar também impactaram negativamente o metal precioso durante o dia.
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Na bolsa de Nova York, na divisão Comex, o ouro para entrega em agosto encerrou com uma desvalorização de 1,02%, alcançando US$ 4.202,70 por onça-troy. Simultaneamente, a prata para julho viu uma queda de 1,11%, fechando a US$ 65,583 por onça-troy.
Avanços nas negociações entre EUA e Irã
As conversas entre Washington e Teerã têm exercido influência significativa sobre o mercado de metais preciosos. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, informou que houve progresso nas discussões e indicou que as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) poderiam ser retomadas.
No entanto, essa informação foi contestada pela mídia iraniana, gerando incertezas sobre a veracidade dos avanços relatados.
Analistas do Saxo Bank destacam que os progressos diplomáticos entre os dois países e os esforços para garantir a navegação no Estreito de Ormuz têm contribuído para reduzir os temores relacionados à interrupção do fornecimento de energia. Essa dinâmica diminui o apelo do ouro como um ativo seguro em momentos de instabilidade geopolítica.
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Expectativa de juros elevados nos EUA
A reação do mercado também é influenciada pela postura conservadora do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. De acordo com analistas do Saxo Bank, as recentes declarações do presidente da instituição, Kevin Warsh, reforçaram a expectativa de que as taxas de juros permanecerão elevadas por mais tempo.
Essa realidade aumenta o custo de oportunidade associado à manutenção de investimentos em ativos que não oferecem rendimento direto, como é o caso do ouro.
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Além disso, o índice do dólar teve alta, encarecendo as commodities cotadas na moeda americana para compradores internacionais. O banco Morgan Stanley avaliou que os juros altos continuam sendo um fator limitante para novas valorizações do ouro ao restringir a demanda por ETFs lastreados no metal precioso.
Embora mantenha uma perspectiva positiva em relação ao desempenho do ouro no longo prazo, o Morgan Stanley ressaltou que a redução das tensões no Oriente Médio e a queda nos preços do petróleo diminuem parte do suporte recente aos valores do metal.
Assim, os investidores permanecem cautelosos diante das incertezas econômicas e geopolíticas atuais.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



