O prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos encerra nesta quarta-feira, 7 de abril de 2026, no horário de Brasília. O ultimato exige que o Irã concorde com a reabertura do estreito de Ormuz e aceite um cessar-fogo na região do Oriente Médio.
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O discurso oficial norte-americano manifesta preocupação com a interrupção do fluxo de petróleo na área e com o avanço do programa nuclear iraniano. Segundo Trump, se o Irã não atender às duas exigências, as Forças Armadas dos Estados Unidos ameaçariam bombardear usinas de energia e pontes no país asiático.
A principal ameaça apontada por Trump seria a destruição da estrutura energética iraniana, o que, segundo ele, serviria para intensificar a pressão sobre o governo local. Contudo, o Irã se mantém irredutível.
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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que mais de 14 milhões de iranianos estariam dispostos a “sacrificar suas vidas” na defesa da nação. Até esta quarta-feira, fontes como o Crescente Vermelho do Irã (IRCS) e o Iran International relataram que militares norte-americanos, com apoio de aliados, destruíram cerca de 117 mil estruturas não militares no Irã.
Em termos energéticos, o Irã possui 477 usinas, totalizando 78.439 MW, conforme dados do Open Infrastructure Map. Essas fontes incluem usinas termoelétricas a gás, hidrelétricas e nucleares, com grande parte do consumo final vindo de gás natural.
Caso os Estados Unidos atacassem as usinas de energia, as estruturas residenciais seriam as mais atingidas. A paralisação da indústria e dos transportes comprometeria toda a infraestrutura do território, minando a economia por meio da limitação de importações e exportações.
A resposta do regime iraniano tem sido a interrupção do tráfego no estreito de Ormuz, por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado. Teerã exige US$ 2 milhões por embarcação que passa pelo lado iraniano, próximo à ilha de Qeshm.
Trump já havia afirmado que não aceitaria um acordo onde o Irã pudesse controlar e cobrar pedágio no canal, defendendo que apenas os Estados Unidos teriam o direito de taxar os navios que transitam pelo estreito.
Em um pronunciamento anterior, o republicano mencionou que a operação norte-americana no Oriente Médio estava “quase completa”, mas que se intensificaria em um prazo de três semanas. Ele criticou o acordo nuclear de 2015, firmado durante o governo de Barack Obama.
De acordo com o índice “Elements of Crimes” do Tribunal Penal Internacional (TPI), ações militares coordenadas por Trump poderiam se enquadrar em crimes de guerra. Se o presidente prosseguir com ataques direcionados a civis, os atos poderiam ser considerados infrações como: ataque deliberado contra bens civis ou ataque a locais indefesos.
O presidente mantém a postura de confrontação mesmo a custo de sua popularidade interna. Segundo dados divulgados em 24 de março, sua aprovação caiu para 36%, o nível mais baixo desde o início de seu segundo mandato.
A opinião pública mostra divisão, com 35% dos entrevistados aprovando a ação militar no Irã e 61% desaprovando. Além disso, o aumento nos preços dos combustíveis passou a influenciar a percepção econômica, com o preço médio da gasolina subindo após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.
