Poupança Supera Inflação Pela Quarta Vez, Mas Ainda Fica Atrás de Outros Investimentos
A caderneta de poupança, um investimento tradicional no Brasil, apresentou um desempenho positivo em 2025, registrando um ganho acima da inflação pela quarta vez consecutiva. Os números, divulgados nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), pela consultoria Elos Ayta, mostram que, em termos nominais, o investimento alcançou 3,77%.
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Após a correção da inflação, o retorno real foi de 3,77%.
Comparativo com o CDI: Um Desempenho Superior
Embora a poupança tenha se recuperado após as perdas registradas em 2019, 2020 e 2021, sua rentabilidade ainda está distante do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que acompanha a taxa Selic. Em 2025, o CDI atingiu um patamar expressivo, registrando 9,65% – o maior valor desde 2006, quando alcançou 11,52%.
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Esse desempenho superior se deve ao cenário de juros elevados mantidos pelo Banco Central para controlar a inflação.
Análise dos Retornos nos Últimos Anos
A recuperação da rentabilidade da renda fixa após a pandemia é evidente. Para contextualizar, os retornos reais (descontados a inflação) nos últimos anos foram os seguintes: em 2023, o CDI rendeu 8,05% e a poupança, 3,43%; em 2024, o CDI apresentou 5,77% e a poupança, 2,15%; e em 2025, o CDI alcançou 9,65% e a poupança, 3,77%.
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IPCA e a Recuperação da Renda Fixa
A diferença entre o desempenho do CDI e da poupança é marcada pela inflação. O IPCA, que encerrou o ano em 4,3%, demonstra a recuperação da rentabilidade da renda fixa. Essa dinâmica reflete a estratégia do Banco Central em controlar a inflação, impactando diretamente as taxas de juros e, consequentemente, os retornos dos investimentos.
