Desfiles de Carnaval 2026 Prometem Enredos Impactantes em Porto Alegre
A cidade de Porto Alegre se prepara para receber, entre os dias 27 e 28 de janeiro de 2026, os desfiles das escolas de samba dos grupos Ouro e Prata no Complexo Cultural do Porto Seco, no bairro Rubem Berta, Zona Norte. A apuração dos votos, que determinará a classificação das agremiações, ocorrerá em 2 de março, com a divulgação das notas em breve.
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Ingressos Esgotados e Arquibancadas Gratuitas
As ligas que representam as escolas informaram que os ingressos para frisas e camarotes já estão completamente vendidos. Para quem deseja acompanhar o espetáculo, as arquibancadas oferecem um espaço gratuito com capacidade para 8.400 pessoas por noite, seguindo a ordem de chegada.
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Os portões abrem às 18h, garantindo acesso à festa para todos os públicos.
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Cobertura Televisiva e Transmissão ao Vivo
A TVE-RS transmitirá ao vivo os desfiles, com a mesma programação sendo retransmitida pelo canal parceiro. A sexta-feira contará com a cobertura das 20h às 5h30, enquanto no sábado a transmissão se estenderá das 19h às 6h30. Além disso, a TV Brasil ampliará o alcance da festa, exibindo os desfiles das escolas do Grupo Ouro em rede nacional, a partir da 0h10 na sexta e da 0h40 no sábado.
Enredos que Celebram a Cultura e a Identidade
Este ano, as escolas de samba do Grupo Ouro apostam em enredos que exploram temas como religiosidade, cultura popular, identidade negra e territórios periféricos. Cada escola apresenta uma narrativa única, com samba e poesia que celebram a diversidade e a força da comunidade.
Bambas da Orgia – “Apaguem as Luzes!”
A escola homenageia o universo do cinema, transformando a pista em uma sala de exibição popular. O enredo, com o samba como fio condutor, coloca o povo como protagonista da narrativa, celebrando a magia da sétima arte. A “maioral dos carnavais” leva o público a uma viagem inesquecível.
Imperatriz Dona Leopoldina – “Nos Saltos da Vida, Desfila Evandro Hazzy, o Deus da Beleza”
A Imperatriz homenageia o apresentador e especialista no concurso Miss Brasil Evandro Hazzy, articulando estética, identidade e espiritualidade. A religiosidade afro-brasileira se manifesta logo na abertura, com a celebração de Oxum e a força dos guias espirituais.
O samba reforça a dimensão sagrada da trajetória, exaltando a beleza e a importância da cultura negra.
Império do Sol – “Artesãos dos Sonhos e Construtores do Impossível… Mas Pode me Chamar de Escola de Samba!”
A escola exalta os trabalhadores do Carnaval e o fazer coletivo dos barracões. O tom ritualístico atravessa a letra, com a valorização do samba de roda e da soldagem de isopor e madeira. Ao afirmar “eu faço escola, resisto no asfalto”, o enredo reafirma o Carnaval como expressão de cultura popular e resistência.
Unidos de Vila Isabel – “Aílton Graça – Ninguém Pode Roubar Nossos Sonhos”
A homenagem ao ator Aílton Graça é marcada por referências à espiritualidade afro-brasileira, com a celebração de Oxalá, Epaô Babá e Laroyê!. A letra declara: “Eu firmo ponto pra saudar seu Zé / Pombagira e Exu / Guardiões da minha fé”, e “os meus sonhos ninguém vai roubar”, conectando fé, arte e afirmação da negritude.
União da Tinga – “O Pavão vai Desfilar Todo Encanto, Força e Importância das Águas”
A União da Tinga propõe um mergulho simbólico nas águas como fonte de vida e purificação. O samba alerta para a importância da preservação ambiental, com a mensagem de que “se cada gota no mundo se perder”, o amanhã estará ameaçado.
Acadêmicos de Gravataí – “Amazônia Tapayêra – A Aldeia Guardiã dos Encantos da Floresta!”
A escola aborda a Amazônia a partir de seus povos e mitologias, destacando a importância dos Karajá, Kaiapó e Yanomami. Ao denunciar “garimpos e invasões”, o enredo articula ancestralidade, espiritualidade indígena e crítica social.
Imperadores do Samba – “Orin Alá – Canto para Sonhar”
A escola apresenta a trajetória de uma princesa africana cujo canto simboliza cura e libertação. A religiosidade estrutura o enredo, com a celebração de Iemanjá, Santa Bárbara e a força dos rituais de proteção.
Estado Maior da Restinga – “Restinga – O Canto de Todos os Povos”
A Tricolor da Zona Sul narra a formação do bairro Restinga como território de fé e luta, transformando-o em um símbolo de pertencimento e identidade popular.
Fidalgos e Aristocratas – “No Meu Patuá, Carrego a Minha Fé!”
A escola mergulha nas tradições de rezas, benzimentos e mandingas, celebrando Aláh, Zambi e Olorum, além de referências à Umbanda e ao Candomblé. Versos como “Quem não pode com mandinga / Não carrega patuá” e “Reza de rezadeira abençoou, é talismã” evidenciam o sincretismo e a força da fé popular como elemento de proteção e resistência.
Com enredos impactantes e a energia contagiante do Carnaval, os desfiles de 2026 prometem ser um evento inesquecível para os amantes da cultura e da festa.
