Ponteira Tifanny expõe polêmica no vôlei! COI endurece regras e proíbe atletas trans em competições femininas. Críticas e retrocesso no esporte!
Em uma declaração contundente, a ponteira da Osasco São Cristóvão Saúde, Tifanny, criticou a nova política divulgada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta sexta-feira, 26 de março de 2026. A norma estabelece critérios rigorosos para determinar a elegibilidade de atletas em competições femininas, proibindo a participação de mulheres transgênero e atletas com diferenças do desenvolvimento sexual (DDS) nas categorias femininas a partir dos .
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Tifanny, a primeira mulher transgênero a se classificar para a seleção brasileira de vôlei, classificou a decisão como um “grande retrocesso” para o esporte. A jogadora expressou preocupação com a tendência de exclusão e marginalização de atletas trans, destacando a necessidade de um debate responsável e inclusivo.
O COI propõe uma triagem genética para avaliar a elegibilidade, buscando identificar o gene SRY, ligado ao cromossomo Y. O teste pode ser realizado através de coleta de saliva, swab na bochecha ou amostra de sangue, com um resultado negativo possuindo validade permanente.
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A medida visa, segundo o COI, “proteger o esporte feminino”, mas Tifanny questiona a motivação por trás da política.
A ponteira argumentou que o discurso utilizado para justificar a política é falho, e que a medida reflete uma tentativa de exclusão e desconsideração da presença de pessoas trans em qualquer contexto. Tifanny ressaltou que a discussão não se limita apenas a atletas trans, mas abrange todas as mulheres, e que critérios questionáveis podem prejudicar atletas cis também.
Ela citou o caso recente da deputada federal (Psol-SP), cuja identidade foi questionada por membros da oposição na Câmara, como exemplo da preocupação com a definição de “mulher”. Tifanny enfatizou que a luta por direitos deve ser universal, abrangendo todas as mulheres sem exceção, e que decisões que promovam a divisão e o enfraquecimento da comunidade esportiva feminina devem ser combatidas.
A jogadora concluiu, reiterando a importância de um debate responsável e inclusivo sobre o tema, que considere as necessidades e experiências de todas as mulheres. Tifanny defendeu que direitos não podem ser revogados e que o mundo não pode regredir em avanços sociais, alertando para os riscos de ver conquistas sendo desmanteladas por forças extremistas que buscam excluir e dividir.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.