Polônia discute armas nucleares em meio à tensão com a Rússia! Presidente Karol Nawrocki defende a criação de capacidade nuclear para garantir a segurança do país. Reacção de Merz e Macron!
Em 15 de fevereiro de 2026, o presidente da Polônia, Karol Nawrocki, defendeu que o país deveria considerar o desenvolvimento de armas nucleares como medida de proteção contra a Rússia. A declaração, feita em uma entrevista à mídia polonesa, surgiu em um contexto de crescente preocupação com a postura agressiva e imperial do governo russo.
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Nawrocki se manifestou como um forte apoiador da ideia de que a Polônia deveria ter sua própria capacidade nuclear, visando garantir sua segurança em um cenário que ela considera “à beira de um conflito armado”.
A sugestão da Polônia reacendeu um debate sobre dissuasão nuclear na Europa. O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, anunciou que estava em conversas com o presidente francês, Emmanuel Macron, sobre a criação de uma dissuasão nuclear europeia integrada à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
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Merz enfatizou que essa iniciativa não representaria uma substituição para a aliança militar, mas sim um complemento dentro do compartilhamento nuclear da OTAN. A situação tensa na Europa foi intensificada pela deterioração das relações entre a Europa e os Estados Unidos após o retorno de Donald Trump ao cargo de presidente dos EUA.
Apesar do apoio popular, especialistas questionam a viabilidade da Polônia em produzir armas nucleares de forma independente. Nikolai Sokov, um ex-negociador de controle de armas russo, avaliou que a falta de recursos materiais e capacidade industrial tornaria a tarefa extremamente difícil.
Sokov sugeriu que a Polônia poderia optar por integrar o programa de compartilhamento nuclear da OTAN ou buscar proteção sob o guarda-chuva de países como a França ou o Reino Unido.
A discussão ganhou força também devido ao contexto regional da Polônia, que faz fronteira com a Ucrânia, Bielorrússia e o exclave russo de Kaliningrado. A tensão aumentou após incidentes envolvendo a entrada de aeronaves russas no espaço aéreo polonês em 2025.
Pesquisas recentes indicam que uma parcela significativa da população polonesa, 58%, apoia a aquisição de armas nucleares pelo país. Paralelamente, países do Leste Europeu, incluindo a Polônia, iniciaram em 2025 o processo de retirada do Tratado de Ottawa, que proíbe minas terrestres, buscando fortalecer suas defesas contra a Rússia.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.