Polilaminina: Descoberta Revolucionária no Tratamento de Lesões Medulares Chega ao SUS!

Polilaminina: Descoberta Promissora Chega ao SUS! Tratamento inovador para lesões medulares tem futuro garantido com a Cristália. Saiba mais!

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(Imagem de reprodução da internet).

Polilaminina: Tratamento Inovador para Lesões Medulares Chega ao SUS

A polilaminina, uma substância inovadora que tem demonstrado resultados promissores na recuperação de movimentos em pacientes com lesões medulares, está prestes a ter um momento decisivo. A farmacêutica responsável pelo desenvolvimento do tratamento manifestou interesse em vendê-lo ao Sistema Único de Saúde (SUS), levantando questões sobre o custo e o impacto dessa parceria.

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Entrevista Revela Detalhes Cruciais sobre a Patente e o Futuro do Medicamento

Em uma entrevista ao programa “Roda Viva”, realizada na segunda-feira (23/02), a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e principal responsável pela descoberta, Dra. Tatiana, esclareceu pontos importantes sobre o futuro do medicamento, sua patente e a possível chegada ao sistema público de saúde.

A discussão central girou em torno da patente, que havia sido perdida devido ao atraso no pagamento de taxas pela UFRJ em anos anteriores. No entanto, a Dra. Tatiana tranquilizou o público, afirmando que o impacto negativo foi principalmente um desacelerado no ritmo da pesquisa.

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Patente Recuperada e Novas Garantias para o Tratamento

O Laboratório Cristália, parceiro da pesquisa desde 2018, desempenhou um papel estratégico na garantia da viabilidade do tratamento. A empresa depositou novas patentes – uma nacional em 2022 e outra internacional em 2023 – assegurando a exclusividade de produção pela farmacêutica brasileira até 2043.

Segundo a cientista, essa medida preventiva evitaria que os lucros e o controle sobre o acesso ao medicamento fossem detidos por uma empresa estrangeira. A expectativa é que, com a aprovação final da Anvisa (estimada para o final de 2026 ou 2027), o tratamento se torne realidade para milhares de brasileiros.

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Investimento da Cristália e Escala de Produção

O Laboratório Cristália já manifestou formalmente seu interesse em adquirir o tratamento assim que o registro definitivo for concedido. Para atender à crescente demanda, a empresa está investindo em duas iniciativas: a compra da unidade da Takeda em Jaguariúna (SP) e a construção de um novo complexo industrial em Itapira, com um investimento de R$ 400 milhões, para produção em larga escala.

A polilaminina é extraída da placenta humana, e a Cristália já estoca o princípio ativo, afirmando que uma única placenta pode gerar até três frascos do medicamento.

Custo e Eficácia do Tratamento

Embora o valor final de mercado ainda não tenha sido definido – dependendo da aprovação regulatória e de negociações de incorporação tecnológica –, a Dra. Tatiana destacou que o foco da parceria com a Cristália é reduzir o custo do tratamento em comparação com terapias internacionais de biotecnologia, tornando-o viável para o SUS.

Atualmente, o acesso tem ocorrido majoritariamente via judicialização ou uso compassivo, com os custos sendo absorvidos pelo laboratório ou pelo Estado por ordem judicial. A expectativa é que, com a produção em escala industrial no Brasil, o custo por dose seja significativamente reduzido.

Ela reforçou que o medicamento está na Fase 1 do estudo clínico e que a eficácia é maior quando aplicado em até 72 horas após a lesão. “A judicialização excessiva atrapalha a ciência, pois os pacientes fora dos protocolos clínicos não geram dados científicos controlados”, pontuou a pesquisadora.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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