Policial é acusado de ajudar candidato preso a ocultar provas de homicídio em São Paulo
Emerson Dias Rocha, preso por ligações com o PCC, é acusado de ter recebido ajuda de um policial para ocultar provas de homicídio em 1998.
Emerson Dias Rocha, candidato a deputado estadual pelo Podemos, foi preso nesta quinta – feira (20) sob suspeita de envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital). A prisão ocorreu durante a Operação Cátaros, em São Paulo, e é parte de uma investigação que aponta para sua ligação com a facção criminosa.
A denúncia do MPSP (Ministério Público de São Paulo) revela que um investigador da Polícia Civil, Flávio Marzagão Cassaguerra, atuou para proteger Emerson durante um processo relacionado a homicídios ocorridos em 1998. Na época, o candidato já havia sido condenado por tentativa de homicídio, mas nunca cumpriu pena.
Detalhes do caso de 1998
Segundo o documento obtido pela CNN Brasil, Emerson foi responsabilizado por assassinar um homem a tiros após uma briga de trânsito na avenida Nazaré, em São Paulo. A situação se agravou quando ele atingiu uma mulher com sua caminhonete e agrediu fisicamente outro homem que tentou intervir.
Este homem, identificado como Dimitry Muniz de Lima, foi posteriormente morto por Emerson ao retornar ao local e disparar contra as vítimas.
O Ministério Público afirma que Emerson agiu por motivo fútil e utilizou recursos que dificultaram a defesa das vítimas. Após os disparos, ele teria contado com a ajuda do policial Flávio Marzagão Cassaguerra para ocultar a caminhonete utilizada no crime.
O veículo foi entregue a um terceiro e orientado sobre como responder aos questionamentos da polícia.
Anos depois dos crimes, em 2003, Flávio supostamente fez ameaças às testemunhas para garantir que favorecessem Emerson. Em uma ocasião, ele exigiu que um homem mantivesse uma versão que atribuía a autoria dos crimes a outra pessoa. Em outra situação, o investigador contatou uma testemunha para convencê – la a afirmar que não conhecia Emerson.
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Consequências legais para o investigador
Flávio Marzagão Cassaguerra enfrentou acusações de coação no curso do processo em 29 de outubro de 2003 devido às ameaças feitas contra as testemunhas do homicídio de Dimitry Muniz de Lima. Naquele dia, ele estava custodiado no PEPC (Presídio Especial da Polícia Civil.
A prisão de Emerson Dias Rocha destaca sua extensa ficha criminal e aponta para seu possível papel em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Conhecido como “Filipinho”, ele se tornou foco das investigações da operação policial.