Policiais militares são julgados por assassinato de motorista de aplicativo em Guarulhos

O julgamento dos policiais militares acusados de assassinar o motorista de aplicativo Celso Novais marca um momento crucial na busca por justiça em Guarulhos

22/06/2026 12:26

3 min

Antônio Vinícius Gritzbach e Celso Araújo Sampaio de Novai
Antônio Vinícius Gritzbach e Celso Araújo Sampaio de Novai

A morte de Vinicius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), em novembro de 2024, não foi a única tragédia ocorrida naquele dia. O motorista de aplicativo Celso Novais também foi assassinado com disparos de fuzil. Na segunda-feira, 22 de janeiro de 2026, o Tribunal do Júri do Fórum de Guarulhos iniciou o julgamento de Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva, todos policiais militares acusados da execução das vítimas no Portão 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

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Busca por Justiça pela Mãe de Celso Novais

A mãe de Celso, Aparecida Camila, que viajou de Brasília a São Paulo acompanhada da filha, clama por justiça. Ela enfatiza a importância de lembrar o nome do filho após o atentado que lhe tirou a vida. Apesar do caso ter ganhado notoriedade devido à figura de Vinicius Gritzbach, a morte de Celso Novais é igualmente significativa.

Ele deixou três filhos e era irmão e filho dedicado.

“Ele também precisa ser lembrado”, afirmou Aparecida, ressaltando que seu filho não tinha qualquer relação com o processo de delação que envolve uma das maiores facções criminosas do país. Sua luta é para que a história de Celso não seja ofuscada pelo caso mais amplo e que as circunstâncias da sua morte sejam reconhecidas.

Entendimento do Processo no Tribunal do Júri

O julgamento relacionado ao caso Gritzbach contará com a participação de 21 testemunhas. Destas, nove são convocadas pela acusação e uma será comum ao Ministério Público e ao réu Juan. Além disso, haverá duas testemunhas para a defesa de cada um dos réus: Juan, Denis e Fernando.

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O procedimento começa com o sorteio dos jurados entre 25 pessoas disponíveis, dos quais sete serão escolhidos para compor o Conselho de Sentença.

Após serem selecionados, os jurados lerão as peças principais do processo para entenderem os detalhes do caso em questão. O Conselho é responsável por decidir sobre a condenação ou absolvição dos réus, enquanto cabe ao juiz presidir os trabalhos e redigir a sentença em caso de condenação.

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As oitivas das testemunhas seguem esse sorteio inicial. Após isso, os réus são interrogados e se inicia a fase dos debates, onde representantes da acusação e defesa apresentam suas teses ao Conselho. A parte acusatória tem o tempo estipulado para se manifestar primeiro; esse tempo varia dependendo do número de réus envolvidos no caso.

Por fim, após as exposições das partes envolvidas e eventuais réplicas e tréplicas, o Conselho se reúne em uma sala secreta para votar sobre os quesitos apresentados. A decisão final sobre a condenação ou absolvição é posteriormente lida pelo juiz no encerramento da sessão.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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