Movimento Barata invade local de protesto e polícia prende líderes horas depois de proibição

Líderes do movimento juvenil indiano “Barata” foram presos nesta terça-feira (13) em Délhi, depois de invadirem o terreno do observatório histórico Jantar Mantar, um local tradicional de protestos na capital. O grupo exigia a renúncia do chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, por causa de uma revisão nas listas de eleitores que, segundo críticos, favorece o partido do primeiro-ministro Narendra Modi.
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Os manifestantes gritavam palavras de ordem e pediam a saída de Kumar. A revisão das listas, iniciada no ano passado, removeu mais de 130 milhões de nomes — mais do que a população do Japão. A Comissão Eleitoral nega favorecimento e afirma que eleitores excluídos por engano podem se recadastrar.
Invasão e detenções no observatório
De acordo com o Partido do Povo Barata (CJP, na sigla em inglês), os líderes Ashutosh Ranka, Saurav Das e Ajinkya Shinde estavam entre cerca de 20 voluntários que entraram sorrateiramente no Jantar Mantar. Eles pularam um portão e ultrapassaram barricadas para chegar ao local, onde agitaram a bandeira indiana e entoaram palavras de ordem antes de serem detidos pela polícia.
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O CJP afirmou que o grupo queria “reivindicar” o espaço. “Vocês não podem retirar o reconhecimento da resistência”, escreveu o movimento na rede social X após as prisões. A Polícia de Délhi não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Na segunda-feira (12), a polícia anunciou que o observatório a céu aberto, localizado no distrito comercial central, deixaria de ser considerado um local oficial para protestos. Três novos espaços foram designados para esse fim.
Pressão sobre Modi e o BJP
O movimento juvenil, que já realizou protestos contra a infraestrutura de escolas públicas e a oferta de empregos, é um dos maiores desafios políticos enfrentados por Modi e seu Partido do Povo Indiano (BJP) em 12 anos no poder. Uma ocupação de várias semanas no Jantar Mantar no início deste ano levou à renúncia de um ministro, após o vazamento de provas de exames.
Os protestos mais recentes ganharam força depois que um documento vazado no mês passado mostrou que dois auxiliares de Kumar haviam manifestado preocupações internas sobre as revisões das listas de eleitores, os procedimentos de registro e os sistemas digitais.
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Partidos de oposição alegam que as exclusões afetam desproporcionalmente eleitores muçulmanos e outras minorias que não apoiariam o partido governista nacionalista hindu.
O BJP, por sua vez, acusou os adversários de tentar enfraquecer a democracia ao questionar processos eleitorais legítimos. A comissão eleitoral também rejeita as acusações de favorecimento.
Editoria:
Redação Internacional
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