Polícia prende 7 suspeitos de integrar gangue do ‘Quebra Tudo’ em SP

Operação da Polícia Civil cumpre 11 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão contra grupo especializado em arrombamentos.

08/10/2026 12:03

2 min

Gangue foi localizada após investigação que teve início em junho
Gangue foi localizada após investigação que teve início em junho

Sete pessoas suspeitas de fazer parte de uma quadrilha voltada a furtos em casas no estado de São Paulo foram presas nesta quinta – feira (8). A operação da Polícia Civil cumpre ao todo 11 mandados de prisão e 27 de busca e apreensão. Até agora, os investigadores já ligaram o grupo a pelo menos sete crimes: cinco ocorreram na capital paulista, um em Americana e outro em Jundiaí.

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A maioria dos mandados foi cumprida na zona Leste de São Paulo. Dois outros endereços alvo da ação ficam em municípios da Grande São Paulo.

Como agia o grupo criminoso

De acordo com a polícia, os suspeitos estudavam os imóveis antes de agir. Eles selecionavam as residências e planejavam a entrada. Os integrantes se dividiam em grupos e atuavam de forma coordenada.

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O delegado Alexandre Bento afirmou que os suspeitos nem sempre participavam dos mesmos furtos, mas mantinham contato entre si para organizar a dinâmica dos crimes. Durante a operação, os agentes apreenderam celulares, documentos, joias e outros objetos que podem ter sido levados dos imóveis invadidos.

Investigação começou em junho

As investigações tiveram início após uma abordagem de policiais militares em 19 de junho. Na ocasião, os suspeitos estavam em um Jeep Renegade. Dentro do veículo, os PMs encontraram ferramentas usadas em arrombamentos, como pés de cabra e chaves de fenda grandes, além de luvas, vestimentas e quatro celulares.

Com autorização judicial para quebrar o sigilo telemático do celular de um dos investigados, a polícia identificou uma associação chamada “Equipe Quebra Tudo 999”. O grupo seria especializado em arrombamentos e na receptação de joias e veículos.

A análise dos dados, segundo a Polícia Civil, revelou o papel de cada suspeito na preparação logística, na execução dos crimes e na venda dos produtos roubados.

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Empresa de ouro na mira

Um dos alvos da investigação é uma empresa de compra e venda de ouro. A polícia suspeita que o estabelecimento recebia objetos furtados e ajudava a financiar as ações criminosas. A participação do negócio no esquema ainda é apurada.

A operação, batizada de Chave Mestra, foi deflagrada a partir de investigações do 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas, zona leste da capital. Os presos foram levados para a delegacia e seguem à disposição da Justiça. As apurações continuam para localizar outros possíveis envolvidos e checar se o grupo participou de mais crimes.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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