Polícia Militar de SP aposenta tenente-coronel réu por femicídio; entenda as implicações
A aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto levanta questões sobre a responsabilidade penal e as implicações para sua defesa. O que isso
Aposentadoria do Tenente-Coronel Geraldo Leite Rosa Neto
A Polícia Militar de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (9), a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que é réu pela morte de sua esposa, Gisele Alves Santana. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) e assinado pelo Coronel Antonio Thomazelli Junior, atual diretor de Inatividade e Pensão Militar (DIPM).
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Com essa decisão, o militar é transferido para a reserva da PM, passando a receber seu salário mensal pela SPPrev (São Paulo Previdência).
Desde a prisão de Geraldo, ocorrida em 18 de março de 2026, os pagamentos pela Polícia Militar estavam suspensos. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a passagem para a reserva não altera a responsabilização penal ou disciplinar do tenente-coronel.
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A suspensão dos vencimentos previdenciários, por sua vez, depende de uma decisão judicial definitiva, o que significa que, mesmo com a aposentadoria, o oficial ainda recebe salário do governo estadual, conforme os critérios de proporcionalidade.
A defesa do tenente-coronel, em nota à CNN Brasil, afirmou que “restou confirmado oficialmente o direito adquirido do Ten. Cel Neto”. Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo, no dia 18 de fevereiro.
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Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas posteriormente evoluiu para um inquérito de femicídio.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e enfrenta acusações de femicídio e fraude processual.