Polícia lacrimeja em confronto estudantil e vereador provoca em SP

Confronto tenso em São Paulo! Estudantes e apoiadores de ex-presidente se enfrentam na Praça da República. Gas lacrimogêneo e polêmica declaração chocam

Confronto entre Estudantes e Apoiadores de Ex-Presidente em São Paulo

Em um clima tenso na tarde de segunda-feira, 11 de maio de 2026, a Praça da República, no centro de São Paulo, foi palco de um confronto entre estudantes em greve das universidades estaduais paulistas e apoiadores do ex-presidente. A Polícia Militar interveio para tentar controlar a situação, utilizando bombas de gás lacrimogêneo após discussões e episódios de empurra-empurra entre os manifestantes.

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Ação de Políticos e Reações

A confusão teve início com a chegada do vereador (União-SP) e de um influenciador digital ao local da manifestação, ambos gravando os estudantes presentes. Em resposta, os manifestantes começaram a proferir frases como “vai trabalhar”. O vereador, Adrilles Jorge, respondeu com uma declaração polêmica: “Eu que pago a universidade de vocês”.

A situação se intensificou nesse momento.

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Impacto da Intervenção Policial

A Polícia Militar lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, e relatos indicam que algumas bombas atingiram dutos de ar, espalhando o gás em direção aos estudantes que se concentravam na via. Testemunhas relataram que a ação da PM causou grande desconforto e dificultou a visibilidade para os participantes da manifestação.

Reações das Assessorias e Contexto da Greve

As assessorias do vereador Adrilles Jorge e do influenciador Robson Fuinha informaram que se manifestariam em breve sobre o ocorrido. O texto será atualizado assim que as declarações oficiais forem recebidas. A manifestação desta segunda-feira se insere no contexto da greve estudantil que já dura em diversas universidades estaduais paulistas, impulsionada por reivindicações como reajuste salarial, aumento do auxílio permanência estudantil e a ampliação das cotas trans e do vestibular indígena.

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Reuniões e Pautas dos Estudantes

O ato também ocorreu um dia após a desocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) pela Polícia Militar, que a havia ocupado por estudantes desde a quinta-feira anterior. Segundo o Diretório Central dos Estudantes da USP, a ação policial foi realizada durante a madrugada, com o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.

A PM informou que quatro pessoas foram presas e posteriormente liberadas após registro de ocorrência.

Representantes do Fórum das Seis se reuniram com a presidência do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) para discutir as demandas dos estudantes, professores e servidores. Os estudantes reivindicam um reajuste salarial que eleve o valor do auxílio permanência estudantil para R$ 1.804, o equivalente ao salário mínimo paulista.

A mobilização busca pressionar as universidades estaduais paulistas a atenderem às demandas da comunidade acadêmica.