A polícia identificou um dos suspeitos envolvido no roubo de 13 obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, localizada no Centro de São Paulo. O incidente ocorreu no domingo, 7 de dezembro de 2025, quando as obras foram levadas. A identificação foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública, por meio de uma nota enviada ao Poder360, com base em imagens capturadas por sistemas de vigilância.
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Veículo Apreendido e em Perícia
O veículo utilizado pelos criminosos na fuga foi localizado, apreendido e encaminhado para análise técnica. As investigações seguem para identificar o segundo suspeito e localizar as obras que foram subtraídas. A SSP não divulgou o nome do suspeito principal.
Obras Roubadas: Matisse e Portinari
Entre as obras levadas, destacam-se 8 ilustrações do artista francês Henri Matisse, que faziam parte da exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, e 5 gravuras de Candido Portinari, incluindo a famosa “Menino de Engenho”.
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A Biblioteca Mário de Andrade, que completou 100 anos em fevereiro de 2025, antes conhecida como biblioteca municipal, recebeu o nome do escritor Mário de Andrade em 1960.
Histórico de Roubos na Biblioteca
Não se trata do primeiro caso de roubo de obras de arte na capital paulista. Em 2007, criminosos levaram o quadro “O lavrador de café”, de Portinari, que estava exposto no Masp. Além disso, a biblioteca já foi alvo de roubos em 2006, quando ladrões furtaram 12 gravuras raras do século 19, datadas de 1834, que faziam parte do livro “Souvenirs de Rio de Janeiro”, com ilustrações de paisagens brasileiras pintadas à mão pelo suíço Johann Jacob Steinmann.
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Essas obras foram recuperadas pela Polícia Federal em 2024, 18 anos após o roubo.
Notificação e Ações de Recuperação
A Secretaria de Segurança Pública comunicou o roubo às autoridades, incluindo o Ibram (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a ABACT (Associação de Galerias de Arte do Brasil). A comunicação ocorreu através da Polícia Federal, que também enviou um documento para a Interpool, com fotos das obras (PDF – 202 kB).
A polícia acredita que o uso de imagens do Smart Sampa pode auxiliar nas investigações, visando a identificação dos criminosos e a recuperação das obras.
O caso está sendo investigado pela 1ª Cerco (Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas) e registrado no 2º DP (Distrito Policial) do Bom Retiro.
