Polícia Federal explica mudança na investigação do INSS e saída de delegado gera polêmica

Polícia Federal explica mudança na coordenação das investigações do INSS, envolvendo Lulinha, filho de Lula. Entenda os detalhes dessa polêmica!

Polícia Federal Justifica Mudança na Coordenação de Investigação do INSS

Em um ofício dirigido ao ministro André Mendonça, a Polícia Federal esclareceu que a decisão de alterar a divisão interna encarregada das investigações sobre o INSS foi uma questão “burocrática”. Essa mudança resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso.

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A declaração foi feita em resposta ao magistrado, que é o relator da investigação que envolve, entre outros, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ofício foi enviado no início do mês.

No dia 15, o ministro recebeu representantes da PF para discutir as alterações realizadas pela corporação. A mudança gerou acusações de que a polícia estaria tentando proteger o filho do presidente. No entanto, a PF esclareceu que a transferência da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq) foi feita para garantir maior eficiência e continuidade nas investigações, uma vez que a Cinq possui uma estrutura permanente voltada para operações sensíveis e complexas que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal).

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Apesar da justificativa, a saída de Silva como coordenador das investigações foi considerada desnecessária por interlocutores ouvidos. Essa divisão interna foi responsável por solicitar a quebra de sigilos de Lulinha e também por negociar a delação premiada do empresário Mauricio Camisotti.

A proposta de delação foi enviada ao STF, mas precisou ser reestruturada com a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

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