Polícia Federal desmantela esquema de tráfico de drogas em Uberlândia com prisão de família inteira

Polícia Federal deflagra operação em Uberlândia contra família suspeita de tráfico de drogas. Descubra os detalhes dessa investigação impactante!

(Imagem de reprodução da internet).

Polícia Federal realiza operação contra tráfico de drogas em Uberlândia

Uma família, composta por um pai e suas duas filhas, foi alvo de uma ação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira (2) em Uberlândia, Minas Gerais. Eles estão sendo investigados por supostamente fazer parte de um esquema especializado no tráfico transnacional de drogas, com foco na cocaína.

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De acordo com as investigações, os lucros obtidos com o tráfico eram utilizados para a aquisição de veículos, imóveis, fazendas e até animais de raça.

O pai liderava a família, enquanto suas filhas – uma advogada e a outra psicóloga – atuavam como suas principais colaboradoras. O grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 70 milhões em atividades ilícitas ao longo de cinco anos. Além dos três membros da família, outras 22 pessoas ligadas ao esquema tiveram a prisão preventiva decretada.

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Mandados de busca e apreensão

Foram autorizados 49 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Uberlândia, Uberaba, Ituiutaba, Araguari, Centralina, Araporã e Belo Horizonte, em Minas Gerais; Cariacica, no Espírito Santo; e Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul.

Somente em Uberlândia, 29 mandados estão sendo cumpridos.

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Início das investigações

As investigações tiveram início em 2024, quando um motorista foi detido com uma grande quantidade de cocaína em seu veículo. A droga era proveniente da região de Corumbá, conhecida como a Rota do Minério, em Mato Grosso do Sul, e tinha como destino a área do Triângulo Mineiro. “Descobrimos, ao acessar o celular do motorista, que essa droga seria enviada para Uberlândia e, posteriormente, conseguimos identificar a liderança local na cidade”, afirmou Felipe Martins Perez Garcia, delegado da Polícia Federal.

Conforme as apurações, o grupo utilizava empresas de fachada para lavar o dinheiro do tráfico e adquirir bens de luxo. Em menos de dois anos, 11 flagrantes foram registrados contra a organização. Até o momento, cerca de 2,9 toneladas de cocaína foram apreendidas.

Os investigados responderão pelos crimes de formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.