Polícia Federal cumpre mandados contra senador e ex-sócio do Banco Master

Polícia Federal investiga senador e ex-sócio do Banco Master em operação que apura irregularidades no sistema financeiro

Sessão do Senado discute e vota o PL (projeto de lei) 1.847 de 2024, que dispõe sobre a reoneração gradual de 17 setores da economia de 2025 a 2027, relatado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA). O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) esteve presente durante o processo de discussão . | Sérgio Lima/Poder360 – 20.ago.2024

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, a nona fase da Operação Compliance Zero, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão em três estados: Bahia, São Paulo e Distrito Federal. A ação, cuja ordem foi emitida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga a possível participação de um senador e de um ex-sócio do Banco Master em pautas legislativas e decisões que impactaram o sistema financeiro, como a ampliação de crédito consignado e a emenda para aumento do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

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Investigação apura ligações entre senador e ex-sócio do Banco Master

O foco das apurações recai sobre a atuação do senador em relação aos interesses do Banco Master e de Augusto Lima, ex-sócio da instituição. Segundo os elementos colhidos pela investigação, o envolvimento do político ocorreu em momentos próximos às relações contratuais entre o Master e uma empresa ligada a Bonnie Bonilha, mulher do enteado de Jaques Wagner.

A PF anexou à decisão judicial uma mensagem identificada de Augusto Lima para Jaques Wagner, na qual o empresário escreveu: “você sabe que eu sou o único que te conhece”. A Justiça interpretou este tipo de comunicação como evidência de proximidade e influência.

O ministro Alexandre de Moraes considerou que o depoimento e os documentos anexados indicavam um envolvimento profundo entre as partes, justificando a investigação sobre possíveis irregularidades na gestão do banco.

A defesa, por sua vez, manteve a tese de que os fatos deveriam ser analisados sob o prisma do direito privado, e não criminal. A complexidade das relações financeiras e a necessidade de apuração detalhada dos fatos foram argumentos utilizados para contestar as conclusões preliminares do Ministério Público.

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Cronologia e Escopo da Operação

A operação, que se desenrola em várias fases, visa desvendar a extensão das movimentações financeiras suspeitas. A primeira fase, que envolveu o bloqueio de bens e contas, estabeleceu o tom de um escopo investigativo amplo e contínuo. As fases subsequentes, como as que envolveram oitiva de testemunhas e análise de documentos, têm sido cruciais para mapear os elos entre os envolvidos.

O histórico da operação mostra um aumento progressivo na complexidade das acusações. Inicialmente focada em fraudes bancárias, o escopo se expandiu para incluir possíveis crimes de lavagem de dinheiro e manipulação de mercado. A continuidade das investigações sinaliza que as autoridades ainda buscam conexões entre os diferentes atores envolvidos no colapso financeiro do banco.

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O caso permanece sob monitoramento rigoroso, com a expectativa de novas diligências que possam trazer mais clareza sobre os mecanismos de controle e as responsabilidades de cada parte envolvida no período de crise do setor financeiro.