Polícia Federal avança em negociações de delação premiada com Paulo Henrique Costa, ex-presidente
As negociações de delação premiada com Paulo Henrique Costa podem impactar investigações sobre propinas de R$ 140 milhões e a situação financeira do BRB
Polícia Federal avança em negociações com ex-presidente do BRB
A Polícia Federal (PF) demonstrou interesse em prosseguir nas negociações de delação premiada com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, após a recusa da corporação e da Procuradoria-Geral da República (PGR) à segunda proposta de colaboração do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A defesa de Costa está em tratativas para assinar um termo de confidencialidade, que é o primeiro passo para a formalização do acordo.
Esse documento assegura o sigilo das conversas e determina que as informações fornecidas não podem ser utilizadas contra o investigado caso o acordo não seja concretizado. Paulo Henrique Costa está detido desde 16 de abril, conforme decisão do relator, ministro André Mendonça, confirmada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ele é acusado de receber R$ 140 milhões em imóveis de luxo como propina para facilitar a aquisição do Master pelo BRB.
O BRB enfrenta sérias dificuldades financeiras em decorrência da negociação do Master e ainda não apresentou seu balanço financeiro, que deveria ter sido divulgado até 31 de março. Após sua detenção, Costa foi transferido para um espaço maior e mais confortável, o que foi interpretado como um sinal de progresso nas negociações de delação premiada.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Contudo, a PF não havia sinalizado anteriormente a continuidade da colaboração.
Recentemente, a defesa de Paulo Henrique Costa enviou um ofício à PF questionando sobre o andamento do acordo e recebeu uma resposta positiva, indicando um possível avanço nas negociações.