Polícia Civil do Rio Grande do Sul desmantela organização criminosa de fraudes em investimentos, com prejuízos milionários e três prisões. Saiba mais!
Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, realizada nesta terça-feira (13), mira uma organização criminosa especializada em fraudes de investimentos, que causou prejuízos milionários. Até o momento, três pessoas foram presas. Estima-se que pelo menos 40 vítimas em todo o Brasil tenham sido lesadas pelos golpistas.
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Uma das vítimas, residente no Rio Grande do Sul, sofreu um prejuízo superior a R$ 4,3 milhões, conforme informações da Polícia Civil. Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e Goiás. Os líderes do esquema, originários de Goiás, contrataram operadores com experiência em São Paulo e no Camboja para garantir a eficácia do golpe.
A investigação começou após uma denúncia de uma das vítimas. O grupo se apresentava como uma consultoria especializada em investimentos, iniciando o contato por meio de um anúncio patrocinado em uma rede social, prometendo alta rentabilidade no mercado de ações.
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A vítima foi direcionada a um grupo em um aplicativo de mensagens, onde supostos investidores experientes compartilhavam dicas. Um dos “professores” era, na verdade, uma criação de inteligência artificial. Inicialmente, os golpistas forneceram orientações legítimas, conquistando a confiança da vítima, antes de induzi-la a migrar para operações com criptomoedas em uma plataforma fraudulenta.
O capital da vítima era transferido via PIX para contas de várias empresas, sendo supostamente convertido em criptoativos. Os saldos eram artificialmente inflacionados para encorajar novos investimentos. Após ciclos de lucros fictícios, perdas súbitas eram atribuídas a erros da própria vítima, conforme explicou a delegada Isadora Galian.
Manipulada a realizar novos depósitos com promessas de rentabilidade de até 6.000%, a vítima transferiu mais de R$ 4,3 milhões em menos de um mês, em maio de 2025. Para lavar o dinheiro, o grupo utilizava empresas de fachada, movimentando mais de R$ 2,2 milhões rapidamente.
A investigação revelou transferências superiores a R$ 7 milhões em um único dia para a compra de criptoativos.
Durante a operação, a Polícia Civil bloqueou contas de 85 pessoas físicas e jurídicas, sequestrou veículos e bloqueou carteiras de criptoativos. Foram apreendidos milhares de chips de telefonia, celulares, computadores e veículos de luxo. Os suspeitos estão sendo investigados por estelionato com fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.