Polícia Civil do Rio realiza operação para prender suspeitos do assassinato de Ronaldo Henrique

A operação visa desmantelar redes criminosas na Comunidade César Maia, onde o assassinato de Ronaldo Henrique expôs a brutalidade do tráfico na região

19/06/2026 13:56

3 min

Diogo Paixão Barbosa preso em Madureira, Zona Norte do Rio.
Diogo Paixão Barbosa preso em Madureira, Zona Norte do Rio.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro desencadeou, nesta sexta-feira (19), uma operação com o objetivo de prender suspeitos relacionados ao assassinato de Ronaldo Henrique Souza Peixoto, um jovem de 14 anos encontrado esquartejado em Guaratiba, na zona Oeste da cidade.

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A ação também se concentra em indivíduos que atuam na Comunidade César Maia, localizada em Vargem Pequena. Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), com o suporte da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), estão cumprindo mandados de prisão e busca e apreensão nas comunidades César Maia, Coroado e Fontela.

Desdobramentos da investigação

Até o momento, a operação resultou na prisão de um homem identificado como Diogo Paixão Barbosa, detido em Madureira, na zona Norte do Rio. As investigações revelaram que Ronaldo, residente em Senador Camará, esteve na Comunidade César Maia no dia 29 de março acompanhado por dois amigos adolescentes.

O grupo teria ido até a localidade para encontrar a namorada de um dos jovens. Ao deixarem a comunidade, foram abordados por homens armados e levados para dentro da área.

De acordo com os relatos das investigações, os jovens foram submetidos a torturas. Enquanto dois deles conseguiram escapar, Ronaldo desapareceu. Seu corpo foi localizado dois dias depois em Guaratiba. A apuração identificou quatro adultos como participantes diretos do crime, além de um adolescente envolvido.

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Com base nas provas coletadas durante as investigações, a Justiça expediu mandados contra os suspeitos.

Conexões com outros crimes

A Polícia Civil também mapeou a atuação do Comando Vermelho (CV) na Comunidade César Maia, apontando que essa área tem servido como uma base para diversas operações criminosas na Zona Oeste do Rio. As investigações indicam ainda que integrantes desse grupo estão conectados a outros crimes ocorridos na cidade.

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Um caso relevante mencionado é o homicídio de Marquini em março de 2025. Ele foi morto após criminosos que retornavam de um ataque a milicianos em Santa Cruz tentarem roubar os veículos dele e da esposa. Os suspeitos fugiram para a Comunidade César Maia, onde o carro utilizado no crime foi encontrado.

Outro caso investigado é o assassinato do casal Igor Dante Santos e Ariane Anselmo Cortes, grávida na época, ocorrido na Comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, em abril deste ano. Segundo as autoridades, eles foram confundidos com milicianos e executados por traficantes ligados à mesma organização criminosa.

A operação visa não apenas esclarecer as circunstâncias da morte do adolescente Ronaldo mas também desmantelar a estrutura do grupo criminoso que atua na região. As autoridades continuam a investigar possíveis ligações entre traficantes locais e outros homicídios registrados em Guaratiba.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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