Polícia Civil do Rio Grande do Sul desmantela esquema de estelionatos eletrônicos milionário

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul desmantela organização criminosa que causou prejuízo de R$ 200 milhões em estelionatos eletrônicos. Descubra os detalhes!

09/06/2026 10:51

3 min

Polícia Civil do Rio Grande do Sul desmantela esquema de estelionatos eletrônicos milionário
(Imagem de reprodução da internet).

Operação da Polícia Civil no Rio Grande do Sul Combate Estelionatos Eletrônicos

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (9), uma operação para desmantelar uma organização criminosa dedicada a estelionatos eletrônicos. O grupo se passava por representantes de empresas, enganando funcionários de setores financeiros.

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Esse golpe resultou em um prejuízo de quase R$ 200 milhões para uma empresa do setor industrial.

Durante a operação, foram cumpridas mais de 80 medidas cautelares, incluindo mandados de busca e apreensão, prisões e bloqueio de contas bancárias em Mato Grosso e no Rio Grande do Norte. As investigações revelaram que os suspeitos utilizavam técnicas de engenharia social para criar perfis falsos em aplicativos de mensagens, utilizando fotos, nomes e informações públicas de executivos das empresas alvo.

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Estratégia do Golpe

Com esses disfarces, os criminosos conseguiam persuadir os funcionários da área financeira das empresas. Eles realizavam transferências bancárias sob a justificativa de demandas urgentes e sigilosas. O golpe ocorria nas proximidades de Cuiabá (MT), e os valores eram rapidamente dispersos em diversas contas bancárias em diferentes estados, dificultando a ação policial.

A organização criminosa era estruturada de maneira hierárquica e especializada. Havia os articuladores e executores que mantinham contato direto com as vítimas, além de gerentes responsáveis pela movimentação financeira e distribuição dos valores obtidos.

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O grupo também contava com recrutadores que levantavam contas bancárias mediante pagamento de comissões, conhecidos como “tripeiros”, e terceiros que forneciam suas contas para receber os valores, chamados de “conteiros”.

Planejamento e Consequências

De acordo com a delegada Luciane Bertoletti, que lidera a investigação, a organização demonstrava um alto nível de planejamento na execução dos crimes. Os envolvidos estudavam minuciosamente cada detalhe das empresas e identificavam os responsáveis por cada área, especialmente aqueles com acesso ao setor financeiro.

A delegada ressalta que esse tipo de golpe tem se tornado cada vez mais sofisticado e frequente no ambiente corporativo brasileiro.

Os investigados podem enfrentar acusações por lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 26 anos de prisão. Ao todo, foram cumpridas 87 medidas cautelares, incluindo 60 mandados de busca e apreensão, 27 mandados de prisão e ordens judiciais para bloquear contas bancárias utilizadas pelo grupo.

A Operação Interface contou com o apoio estratégico do MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), através do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas), vinculado à CGCIBER (Coordenação-Geral de Combate aos Crimes Cibernéticos) da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência), ligada à Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública).

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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