Polícia Civil do DF deflagra operação contra esquema de fraudes de R$ 5 milhões no INSS
A operação da Polícia Civil do DF visa desmantelar um esquema de fraudes que desviou R$ 5 milhões do INSS, afetando aposentados e pensionistas
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação para investigar um esquema de desvio de benefícios de aposentados e pensionistas do Banco Regional de Brasília (BRB), que resultou em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estimadas em R$ 5 milhões.
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A ação, realizada na manhã do dia 23 de janeiro de 2026, teve como alvo três indivíduos acusados de envolvimento direto nas irregularidades.
Como funcionava o esquema fraudulento
De acordo com a investigação da PCDF, os desvios eram realizados por meio de descontos não autorizados nos contracheques dos beneficiários. A fraude se baseava na replicação de práticas ilícitas observadas anteriormente em outras operações locais, utilizando Contratos de Débito Automático (CDA) firmados com o BRB.
O esquema estava em funcionamento desde 2024 e envolvia entidades associativas que descontavam cerca de R$ 40 mensais dos benefícios dos aposentados.
Os sete indivíduos detidos durante a operação, incluindo os três acusados relacionados às fraudes no INSS, pertenciam à área responsável pela gestão dos CDAs. Esses contratos exigiam autorizações formais, que deveriam ser apresentadas por escrito ou por meio de gravações das ligações dos correntistas.
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No entanto, as investigações revelaram que eram utilizadas transcrições fraudulentas dessas autorizações. O delegado Henry Galdino destacou que, ao solicitar as gravações das ligações que supostamente confirmavam os descontos, a polícia não recebeu as provas adequadas, apenas as transcrições suspeitas.
Colaboração e medidas adotadas
A operação contou com a colaboração do Procon do Distrito Federal, que recebeu diversas reclamações e Boletins de Ocorrência relacionados ao esquema fraudulento. O promotor Leonardo Jubé afirmou que o ressarcimento imediato feito pelas associações aos reclamantes levantou suspeitas sobre a legitimidade das operações. “Quando a pessoa reclamava, a associação reembolsava imediatamente, o que causou desconfiança”, explicou Jubé.
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Como parte das medidas tomadas durante a operação, houve um pedido para o bloqueio de bens móveis e imóveis dos envolvidos, além de criptomoedas. Em nota oficial, o BRB comunicou que havia encaminhado a denúncia das fraudes à PCDF após identificar irregularidades nas movimentações financeiras e indícios de descumprimento das normas internas de compliance.
No comunicado, o BRB informou ainda que três funcionários foram afastados enquanto as investigações estão em andamento. A instituição ressaltou que os fatos investigados não envolvem a atual administração do banco e afirmou seu compromisso com a integridade e transparência nas operações financeiras.
Além disso, o banco reafirmou sua disposição em colaborar integralmente com as autoridades competentes no combate a práticas criminosas que afetem grupos vulneráveis.