Polícia Civil do DF aguarda autorização do STF para ouvir Jair Bolsonaro sobre posse de arma

a convocação do ex-presidente, destacando que a situação pode intensificar a tensão política e jurídica em torno de sua figura

Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília

Polícia Civil do DF aguarda decisão para ouvir Jair Bolsonaro

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) está à espera de uma deliberação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para convocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a depor em um inquérito que investiga a posse de uma arma de fogo.

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Em um ofício enviado ao STF na quinta-feira, 18, a PCDF solicitou a autorização para a oitiva, marcada para as 15h. A tentativa de intimação pessoal, entretanto, não foi realizada, pois a equipe de segurança de Bolsonaro impediu a abordagem.

A investigação teve início após a Polícia Militar do DF apreender uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, que estava registrada em nome de Bolsonaro. O militar que portava a arma declarou aos policiais que o armamento seria levado para manutenção.

Em uma manifestação encaminhada a Moraes na quarta-feira, 17, os advogados do ex-presidente afirmaram que membros de sua equipe de segurança removeram, sem seu conhecimento, o percussor da pistola, peça crucial para o disparo, temendo possíveis acidentes, uma vez que Bolsonaro faz uso de medicamentos psiquiátricos que podem impactar sua cognição.

Preocupações entre aliados de Bolsonaro

Aliados de Bolsonaro expressam preocupação com a possibilidade de revogação da prisão domiciliar do ex-presidente. De acordo com informações da CNN, a avaliação do grupo é de que as decisões do STF têm sido desfavoráveis a ele, aumentando a apreensão entre seus apoiadores.

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Reservadamente, pessoas próximas a Bolsonaro afirmam que “tudo pode acontecer” em decorrência deste novo episódio. Eles mencionam decisões do Supremo ao longo das investigações e julgamentos que envolvem o ex-presidente como exemplos de sua incerteza atual.

Os aliados têm criticado a atuação do STF, alegando que o país se encontra em um “Estado de exceção” e que o ministro Alexandre de Moraes se comporta como um “agente político”. Apesar da apreensão da arma, os defensores de Bolsonaro sustentam que não há justificativa para que a Corte altere a decisão sobre a prisão domiciliar do ex-presidente.

Desde março, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária temporária em sua residência em Brasília, medida que foi concedida em razão de problemas de saúde. O prazo de 90 dias para que o STF reanalise essa decisão se encerra em 25 de junho.

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