Operação da Polícia Civil do Amazonas Contra o Comando Vermelho
Na manhã desta sexta-feira (20), a Polícia Civil do Amazonas lançou uma operação contra o Comando Vermelho, uma facção criminosa que se espalhou por todo o Brasil. A ação visa combater crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de violação de sigilo funcional.
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De acordo com informações da CNN Brasil, a organização criminosa possuía um “núcleo político” que mantinha acesso a servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas, da Secretaria de Segurança Pública e da Prefeitura de Manaus. Entre os alvos da operação, está uma ex-servidora da prefeitura.
Até o momento, 14 pessoas foram detidas, sendo 8 no Amazonas e 6 em outras regiões.
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Início das Investigações
As investigações tiveram início após a apreensão de mais de 500 tabletes de “maconha skunk”, sete fuzis de uso restrito, duas embarcações utilizadas para o transporte de drogas, um veículo utilitário e diversos aparelhos celulares. Um dos suspeitos foi preso em flagrante durante a operação.
A partir desse evento, a polícia começou a buscar indícios que pudessem ajudar a identificar a cadeia de comando da facção, incluindo operadores logísticos, financiadores e colaboradores. As apurações revelaram que a organização era bem estruturada, com divisão de tarefas e núcleos específicos.
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Modus Operandi da Facção
A polícia identificou que a facção utilizava rotas fluviais e terrestres para o transporte de drogas, além de alugar veículos em nome de terceiros para dificultar o rastreamento. Empresas registradas nos setores de transporte e locação, que aparentavam funcionar apenas de forma documental, eram usadas para movimentar e ocultar valores de origem ilícita.
As investigações também revelaram movimentações bancárias atípicas, com transferências de alto valor entre os investigados, empresas ligadas ao grupo e pessoas em diversos estados do Brasil. A corporação destacou que a capacidade econômica dos suspeitos era incompatível com suas atividades conhecidas.
Além disso, transações suspeitas e vínculos com alvos em estados como Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí e São Paulo foram identificados, evidenciando uma ampla rede de fornecimento, financiamento e distribuição de drogas.
Os elementos coletados também sugerem tentativas de acesso indevido a informações sigilosas relacionadas a procedimentos criminais, com o intuito de antecipar ações policiais e judiciais, o que continua sob investigação.
