Polícia Civil de São Paulo indicia três instrutores por homicídio após morte de jovem em salto
A conclusão do inquérito revela falhas graves na segurança do rope jump
A Polícia Civil de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (23), a conclusão do inquérito que apurava a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem faleceu após um salto de rope jump em Limeira, onde foi lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar devidamente presa a equipamentos de segurança.
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Em decorrência da investigação, três instrutores da empresa Entre Cordas foram indiciados por homicídio doloso qualificado, caracterizado pela assunção do risco de morte, mesmo sem a intenção direta de matar. Os indiciados são Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, todos detidos no dia do acidente, em 14 de maio.
Desdobramentos da Investigação
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), durante as investigações foram ouvidas 22 pessoas. O inquérito finalizado já foi enviado ao Tribunal de Justiça para os procedimentos legais necessários.
De acordo com a SSP-SP, um novo procedimento investigativo foi aberto para examinar a participação de mais cinco indivíduos no caso. Destes, três — uma mulher e dois homens — tiveram suas prisões temporárias decretadas e cumpridas no último sábado (20).
A Polícia Civil continua realizando diligências para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
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Circunstâncias do Acidente
As investigações revelaram que Maria Eduarda contratou a atividade esportiva, mas o salto ocorreu sem que ela estivesse adequadamente presa aos dispositivos de segurança. Os instrutores não conseguiram explicar como essa falha aconteceu. O juiz responsável pelo caso destacou que a situação evidenciou negligência por parte dos responsáveis pela operação.
Além disso, durante a perícia, constatou-se o desaparecimento de uma câmera que poderia ter registrado o incidente; essa falta levantou suspeitas sobre uma possível tentativa de ocultação de provas.
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Outros elementos que chamaram a atenção da Justiça incluem o fato de que um dos policiais se afastou para auxiliar no resgate em uma área vegetativa próxima ao local do acidente e que os suspeitos tentaram deixar o local imediatamente após o ocorrido.
O comportamento dos instrutores foi interpretado como uma tentativa potencial de obstruir as investigações.
Regulamentação das Atividades Esportivas
A Justiça também considerou preocupante o fato dos indiciados realizarem essas atividades esportivas sem autorização adequada, apresentando riscos significativos à segurança dos participantes. A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), ligada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), informou que a empresa não tinha permissão para operar na Ponte do Esqueleto onde o acidente ocorreu.
Após a tragédia, o Governo Federal começou a avaliar medidas para restringir o acesso à ponte.
Em reunião com representantes do MGI e autoridades locais, incluindo a prefeita de Cordeirópolis, manifestou-se apoio à demolição da estrutura como forma preventiva para evitar novos acidentes. As repercussões do trágico evento continuam sendo discutidas nas esferas pública e judicial.