Polícia Civil de São Paulo finaliza relatório sobre Deolane Bezerra e Marcola; entenda os detalhes!
Polícia Civil de São Paulo finaliza relatório sobre Deolane Bezerra e Marcola, revelando detalhes de lavagem de dinheiro e ameaças. Descubra mais!
Polícia Civil de São Paulo conclui relatório sobre Deolane Bezerra e Marcola
A Polícia Civil do Estado de São Paulo finalizou, na última sexta-feira (29), o relatório complementar do inquérito policial que envolve Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Ambos, junto a outros cinco investigados na Operação Vérnix, foram indiciados.
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O relatório traz à tona diversas questões, incluindo apartamentos suspeitos de lavagem de dinheiro, uma alegação de ameaça a uma empregada doméstica e o destino dos itens apreendidos da influenciadora.
Apartamentos investigados por lavagem de dinheiro
O documento policial revela que dois imóveis associados a Deolane Bezerra podem ter sido utilizados para atividades ilícitas. O primeiro é uma sala comercial situada em um edifício na Rua Restinga, no Tatuapé. Nesse local, supostamente funcionariam as empresas Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda., ligada a Deolane, e D & G Comércio em Geral Ltda., vinculada ao seu filho, Giliard.
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O relatório indica que o último acesso à sala ocorreu em abril de 2026, mas as atividades no local teriam sido encerradas há mais de um ano.
A investigação aponta que a concentração de correspondências de diferentes empresas no mesmo endereço sugere uma articulação artificial de pessoas jurídicas, reforçando a hipótese de que estruturas empresariais estariam sendo utilizadas para ocultar e movimentar valores de origem ilícita.
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Mesmo sem evidências de operações ativas no imóvel, os documentos apreendidos indicam um interesse investigativo significativo e corroboram a continuidade da prática de lavagem de dinheiro.
Destino dos itens apreendidos
Os itens confiscados no imóvel de Deolane Bezerra, localizado em Barueri, na Grande São Paulo, incluem cinco notebooks e computadores, um tablet, sete celulares, documentos, mais de R$ 60 mil em espécie, 19 relógios e 40 peças de joias. As joias e os relógios serão enviados para depósito e passarão por exame pericial, que incluirá identificação, descrição detalhada, avaliação e registro fotográfico de cada item, conforme o artigo 6º, inciso II, do Código de Processo Penal.
Os delegados também solicitaram o depósito cautelar das joias e relógios apreendidos junto à Caixa Econômica Federal, conforme o artigo 4º, inciso XIII, da Resolução nº 780/2022 do Conselho da Justiça Federal.
Ameaças envolvendo Deolane
As investigações revelam uma suposta ameaça direcionada a uma empregada doméstica que trabalhou em imóveis relacionados a Deolane e sua família. A apuração sugere que a funcionária teria sido ameaçada por supostamente ter circulado com valores em espécie pertencentes à família de Deolane. Áudios atribuídos à funcionária, analisados pela investigação, indicam que um interlocutor não identificado fez ameaças que vão além da exigência de devolução de valores, revelando a alegada origem criminosa do dinheiro e sua destinação à lavagem de capitais.
O interlocutor menciona que a doméstica teria se apropriado de R$ 80 mil, alertando que o dinheiro “era do crime” e afirmando: “dinheiro oriundo do crime. Nós lava dinheiro com os parceiro lá, a mãe do parceiro, o parceiro fecha com nós”.
Segundo a polícia, essa transcrição reforça a hipótese de que os valores em espécie associados à família de Deolane Bezerra são provenientes de atividades criminosas anteriores e estão inseridos em um fluxo contínuo de ocultação e dissimulação de capitais.
Indiciamento de Deolane e Marcola
De acordo com a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o indiciamento ocorreu após a conclusão da primeira fase da análise dos materiais apreendidos na Operação Vérnix, que foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) no dia 21 de maio.
A CNN Brasil solicitou um posicionamento da defesa de Deolane e aguarda um retorno.