Polestar é proibida de vender carros nos EUA devido à regulamentação conectividade

Polestar enfrenta proibição total nos EUA devido à regulamentação conectividade veicular imposta pelo governo americano.

Polestar 3

A Polestar foi impedida de vender seus carros em todo o território norte – americano com modelos fabricados no ano civil 2027.

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O Departamento de Comércio dos Estados Unidos divulgou um comunicado oficial interrompendo os planos da fabricante, controlada pelo grupo chinês Geely e especializada em veículos elétricos. A empresa não conseguiu obter na ocasião toda validação regulatória necessária para operar por meio de sistemas conectados aos automóveis.

Regra americana restringe venda devido à tecnologia conectada

Washington justificou a proibição citando uma diretriz conhecida como “Regra de Veículos Conectados“. Essa regra foi estabelecida justamente para monitorar o uso tanto do software quanto do hardware que provêm de países sob vigilância geopolítica internacional, incluindo exemplos recentes como Rússia ou China.

A alegação oficial é grave: os carros da Polestar coletam dados detalhados sobre localização e navegação em tempo real. Isso gerou preocupações sérias no governo americano acerca possível espionagem estrangeira ou interferência cibernética externa nos veículos vendidos localmente.

Curiosamente, enquanto outra marca irmã — também pertencente ao grupo Geely —, conseguiu uma permissão especial para continuar suas operações na América dos EUA, a fabricante específica acabou sendo totalmente banida pelo mercado norte – americano.

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Impacto nas unidades de produção americanas

O impacto dessa medida vai além do simples bloqueio das importações; ela afeta diretamente as estruturas operacionais da Polestar dentro dos Estados Unidos continentais. A companhia mantém em funcionamento um polo produtivo no estado da Carolina do Sul desde 2024 e que fabrica o modelo Polestar 3 localmente.

Essa unidade foi montada justamente com objetivos estratégicos: contornar impostos alfandegários altos sobre produtos importados e garantir uma base operacional utilizando mão de obra exclusivamente americana para a manufatura. Agora, porém, os veículos produzidos na América perdem automaticamente seu direito legal de serem vendidos internamente nos EUA, sendo obrigatórios transformá – los como itens exclusivos destinados apenas à exportação internacional.

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Estratégia global foca em novos mercados

A rede autorizada da marca está trabalhando ativamente no gerenciamento dos estoques remanescentes. Há permissão concedida que permite o descarte controlado (queima) do estoque restante tanto dos Polestar 3 quanto dos modelos Polestar 4 até mesmo quando todos os pátios estiverem completamente vazios.

Para tentar mitigar a forte queda prevista na valorização dos seminovos e acalmar proprietários atuais, a matriz se comprometeu com um suporte contínuo de peças sobressalentes e atendimento especializado nas oficinas credenciadas. Em contraste com essa crise nos EUA, dados comerciais referentes ao primeiro trimestre de 2026 mostram outro cenário: apenas seis por cento dos emplacamentos globais da marca ocorreram no continente americano. A maior fatia das vendas permanece concentrada em países europeus.

Diante desse panorama global desfavorável para os Estados Unidos, o foco futuro está claramente voltado à engenharia do novo hatch Polestar 7 — projeto que será desenvolvido integralmente na Europa a fim de evitar sanções semelhantes às americanas sobre tecnologia conectada.

Planos ambiciosos continuam rumo à América Latina

A dificuldade enfrentada nos EUA ocorre enquanto a empresa tenta firmar seus passos estratégicos pela região latino – americana e por outros mercados emergentes. Lembrando disso, no meio de 2024, foi anunciado formalmente um plano comercial com vista em estrear as operações brasileiras ao longo dos anos seguintes. A estratégia inicial previa utilizar toda uma estrutura já desenvolvida para recarga elétrica fornecida pela Volvo naquele país vizinho.

Embora o processo nacional ainda esteja congelado sem novos comunicados oficiais — sugerindo que os planos originais possam ter sido revisados —, otimistas sobre seu futuro na área corporativa vieram declarações do CEO da Polestar, Michael Lohscheller.

“Nossas vendas recordes foram registradas nos ano civil de 2025 e no primeiro trimestre de 2026,” declarou ele em entrevista coletiva virtual. Ele continuou: “Continuaremos investindo ativamente em mercados onde identificamos grandes oportunidades para crescimento. Isso inclui não só a América Latina como também regiões importantes já mapeadas pelo grupo.”