O planejamento militar dos EUA contra o Irã avança com operações ambiciosas, incluindo ataques a líderes e infraestrutura nuclear. Descubra os detalhes!
O planejamento militar dos Estados Unidos em relação ao Irã alcançou um nível avançado, com opções que incluem ataques direcionados a indivíduos e até tentativas de mudança de regime em Teerã, conforme revelaram duas fontes americanas à Reuters.
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Recentemente, a Reuters informou que as Forças Armadas dos EUA estão se preparando para uma operação prolongada, que pode durar semanas, visando o Irã.
Essa operação pode englobar ataques a instalações de segurança e à infraestrutura nuclear do país. As informações mais recentes indicam um planejamento mais detalhado e ambicioso, aguardando uma decisão do presidente Donald Trump, que mencionou publicamente a possibilidade de uma mudança de regime na República Islâmica.
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Os oficiais americanos consultados, que preferiram não se identificar, não forneceram detalhes sobre quais indivíduos poderiam ser alvos ou como os militares dos EUA poderiam tentar implementar uma mudança de regime sem o uso de grandes forças terrestres.
Uma das fontes destacou o sucesso de Israel em atingir líderes iranianos durante um conflito de 12 dias no ano anterior.
Naquela ocasião, fontes regionais informaram que pelo menos 20 comandantes de alta patente foram mortos, incluindo o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Mohammad Bagheri. Um oficial americano comentou que os ataques israelenses demonstraram a eficácia dessa abordagem, focando em indivíduos envolvidos no comando das forças da Guarda Revolucionária Islâmica, que foi classificada como organização terrorista em 2019.
Apesar das possibilidades, o oficial alertou que atacar indivíduos requer um investimento significativo em inteligência. Para eliminar um comandante militar específico, é essencial conhecer sua localização exata e entender quem mais poderia ser afetado na operação.
Não ficou claro quais informações de inteligência os EUA possuem sobre os líderes iranianos que poderiam ser alvos.
A Casa Branca e o Pentágono não comentaram sobre as informações solicitadas. Durante seu primeiro mandato, Trump já demonstrou disposição para ordenar assassinatos seletivos, como no caso do ataque em 2020 ao general iraniano Qassem Soleimani, líder da Força Quds.
Trump mencionou abertamente a possibilidade de mudar o regime do Irã, afirmando que isso poderia ser a melhor solução. Ele não especificou quem gostaria que assumisse o poder, mas indicou que “há pessoas” que poderiam fazê-lo. Embora operações de mudança de regime geralmente exijam grandes movimentações de tropas, Trump utilizou forças de operações especiais em tentativas de depor o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
Simultaneamente, o presidente americano também busca um acordo, sugerindo que medidas poderiam ser tomadas. A Guarda Revolucionária do Irã alertou que retaliará caso os EUA ataquem seu território. Os Estados Unidos mantêm bases em várias partes do Oriente Médio, incluindo Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Turquia.
Em uma carta ao secretário-geral da ONU, o regime iraniano afirmou que não iniciará uma guerra, mas que responderá de forma decisiva e proporcional se for alvo de agressão militar, exercendo seu direito de autodefesa. Autoridades americanas indicaram que esperam uma retaliação do Irã em caso de ataque, o que aumentaria o risco de baixas americanas e de um conflito regional, considerando o alcance do arsenal de mísseis iraniano.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.