Pio, líder do Comando Vermelho, é denunciado por criar barricadas em Itaboraí, RJ
Pio, líder do Comando Vermelho, enfrenta prisão preventiva após denúncia por obstrução das forças de segurança e controle territorial em Itaboraí.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Pio Danton Rodrigues Filho, conhecido como “Pio”, por sua suposta liderança no Comando Vermelho na comunidade do Apolo, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. Ele é acusado de ser o responsável pela criação e manutenção de barricadas que dificultavam a entrada das forças de segurança na área.
A 2ª Vara Criminal de Itaboraí aceitou a denúncia e decretou a prisão preventiva do réu.
A denúncia se baseia em uma lei sancionada em março deste ano que prevê punições para membros de organizações criminosas envolvidos no controle territorial e na obstrução das ações das autoridades. As barricadas, segundo as investigações, eram compostas por vigas de metal, pneus, pedras, madeira, blocos de concreto e portões metálicos.
Esses obstáculos foram localizados em acessos à comunidade, incluindo as ruas Geraldo Bernardo da Costa, Alcebíades da Rocha, Arnóbio de Almeida e a Estrada Velha de Guaxindiba.
Barricadas e controle territorial
As estruturas encontradas tinham como objetivo assegurar o domínio territorial do grupo na região. Além das barricadas, os investigadores identificaram pichações com referências ao Comando Vermelho. Uma das inscrições chamava atenção: “BALA NO 35”, fazendo menção ao 35º BPM (Itaboraí), que é responsável pelo policiamento local.
De acordo com o MPRJ, este caso representa uma das primeiras aplicações da nova Lei Antifacção relacionada ao crime de domínio social estruturado. O crime atribuído a Pio pode resultar em penas que variam entre 20 a 40 anos de prisão.
Práticas criminosas identificadas
A investigação aponta que as barricadas faziam parte de um sistema mais amplo de controle territorial. O MPRJ também denunciou práticas como ameaças a moradores, cobranças indevidas de valores, controle sobre atividades econômicas e restrições à circulação tanto de pessoas quanto de veículos na comunidade.
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Pio Danton Rodrigues Filho foi identificado como autor ou envolvido em pelo menos 16 ocorrências relacionadas a crimes graves, incluindo organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídios. O documento oficial menciona ainda condenações anteriores por tráfico de drogas, corrupção ativa, homicídio qualificado e corrupção de menores.
Em outro processo já em andamento, o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPRJ havia apontado Pio como responsável pela gerência das atividades criminosas nas comunidades do Feijão e do Apolo.